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SÃO PAULO, 22 Mai (Reuters) – O dólar recuava pela segunda
sessão consecutiva nesta terça-feira e já operava no patamar de
3,65 reais, em sintonia com o comportamento do cenário externo e
ainda ecoando a atuação mais firme do Banco Central no mercado
de câmbio desde a véspera.
Às 10:42, o dólar recuava 0,99 por cento, a 3,6524
reais na venda, depois de tocar a mínima de 3,6438 reais no dia.
O dólar futuro tinha baixa de cerca de 0,50 por cento.
"O dólar está enfraquecido… (com a) leitura de que a
tensão entre Estados Unidos e China caminha para um desfecho sem
a incidência de tarifas", comentou a corretora H.Commcor em
relatório, citando o movimento da China pela redução de impostos
em importação de automóveis.
No exterior, o dólar caía ante uma cesta de moedas
após atingir a máxima de cinco meses, depois de um rali
generalizado provocado pela alta nos rendimentos dos títulos dos
Estados Unidos e pelo alívio nas tensões entre a China e os
norte-americanos.
A moeda norte-americana também recuava ante a maioria das
divisas de países emergentes, como os pesos chileno e
colombiano .
Internamente, a atuação mais firme do BC desde a véspera,
quando ampliou a oferta de novos swaps cambiais tradicionais,
equivalentes à venda futura de dólares, e deixou novas atuações
em aberto, também contribuía para a queda nesta sessão.
"O mais importante desta nova intervenção do BC foi a
incerteza que criou com a intervenção discricionária, o que faz
com que os participantes pensem bem antes de montar grandes
posições, o que em tese tende a diminuir a volatilidade", disse
o diretor da Correparti Corretora Jefferson Rugik.
O BC já vendeu nesta sessão a oferta integral de até 15 mil
novos swaps, totalizando 2,750 bilhões de dólares desde a semana
passada, quando vendia por dia até 5 mil contratos.
A autoridade também fará leilão de até 4.225 swaps cambiais
tradicionais para rolagem do vencimento de junho. Se mantiver e
vender esse volume diário até o final do mês, terá rolado
integralmente os contratos que vencem no mês que vem.

(Por Claudia Violante; Edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; 55 11 5644 7723; Reuters
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