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Por Claudia Violante
SÃO PAULO, 14 Mar (Reuters) – O dólar recuava ante o real
nesta quarta-feira, após dois dias seguidos de ganho e em
sintonia com o mercado externo após dados robustos sobre a
economia chinesa impulsionarem os preços das commodities.

Às 10:38, o dólar recuava 0,21 por cento, a 3,2552
reais na venda, depois de subir 0,33 por cento nos dois pregões
anteriores. O dólar futuro tinha baixa de cerca de 0,25
por cento.
"Os dados chineses robustos fortalecem as moedas emergentes
ante o dólar", afirmou o diretor da mesa de câmbio da Corretora
MultiMoney, Durval Correa.
Pequim anunciou mais cedo que sua produção industrial
cresceu 7,2 por cento entre janeiro e fevereiro, muito mais
rápido do que o esperado no início do ano, sugerindo que a
economia pode estar ganhando força.
Os números impulsionaram os preços das commodities, como o
petróleo. Assim, o dólar subia ante uma cesta de moedas ,
mas recuava sobre divisas de países emergentes, como os pesos
mexicano e chileno .
Ainda na cena externa, foi divulgado que as vendas no varejo
dos Estados Unidos caíram pelo terceiro mês consecutivo em
fevereiro, em meio à percepção dos mercados financeiros de que o
Federal Reserve, banco central norte-americano, não vai elevar
os juros mais do que o esperado.
O Fed vem indicando que elevará os juros três vezes neste
ano de forma gradual e, um movimento mais forte do que o
esperado, aumentaria o potencial de atrair para os Estados
Unidos recursos aplicados hoje em outros mercados financeiros,
como o brasileiro.
Apesar disso, pesquisa Reuters com diversos economistas
mostrou que as projeções passaram a incluir alta adicional nos
juros, totalizando quatro em 2018. O levantamento também apurou
que as tarifas de importação do presidente Donald Trump farão
mais mal do que bem para a economia dos EUA.
O Fed elevará os juros na próxima semana, disseram todos os
104 economistas entrevistados pela Reuters entre 5 e 13 de
março, com mais três altas esperadas para este ano,
impulsionadas pelo sólido mercado de trabalho. No levantamento
feito há algumas semanas, as projeções eram de três altas neste
ano.
O Banco Central brasileiro realiza nesta sessão novo leilão
de até 14 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda
futura de dólares, para rolagem dos contratos que vencem em
abril e somam 9,029 bilhões de dólares.
Se mantiver esse volume e vendê-lo integralmente, o BC
rolará o valor total dos swaps que vencem no próximo
mês.

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(Edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; 55 11 5644 7723; Reuters
Messaging: [email protected];))


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