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A Bovespa encerra 2016 com valorização de 38,93% e o mês de dezembro em alta de 2,71%.

Ao final do último pregão de 2016, o Ibovespa ficou em alta de 0,75% aos 60.227 pontos. O volume financeiro ficou em R$5 bilhões.

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Análise Álvaro Bandeira

Ao longo de 2016, as operações da Bolsa de Valores de São Paulo foram afetadas pelo cenário político perturbador e que acabou promovendo o impeachment da presidente Dilma Rousseff. “O ano começou com o peso do impeachment entre fevereiro e março, quando a Bolsa registrou os piores resultados. Mas encerrar o ano aos 60 mil pontos demonstra que há espaço para mais. A Vale valorizou mais de 130, a Petrobras mais de 130, a Ambev desvalorizou 6%, enfim, algumas empresas se desvalorizaram em razão das commodities, porém, a Petrobras está em recuperação e ressuscitando o tempo perdido. Não podemos esquecer que o ano de 2016 foi sofrido, com a Operação Lava Jato pressionando”, disse o analista-chefe da ModalMais.

Para a última semana do ano, Bandeira disse que sem notícias relevantes em cinco pregões a Bolsa reagiu sem que ninguém partisse para alguma negociação.”Estamos dentro do patamar previsto para o final do ano, com os 60 mil pontos interessantes”, avaliou.

Sobre o cenário externo, os índices não fecharam nos patamares históricos, com Dow Jones e Nasdaq em queda. “A posse de Donald Trump, que tem provocado muito otimismo, mesmo com os juros precificados. Por aqui vai depender de como faremos a lição de casa e como esses juros poderão refletir. Já o Brexit está melhor do que o esperado. O Japão vive um momento de euforia e com a economia reagindo, o mesmo não acontece com a China, que segue de lado”, avaliou.

Já para o cenário doméstico, Bandeira revela otimismo. “O que podemos esperar para 2017? O primeiro trimestre complicado para nós, com burburinho político, sem definição para a situação dos Estados e o que deverá pesar serão os indicadores, embora com queda da inflação e taxas de juros. Mas se os indicadores apresentarem reações, além de votações importantes como a reforma na Previdência, acho que vamos conseguir melhorar”, finalizou o analista-chefe e sócio da ModalMais, Álvaro Bandeira.

Entre as ações em alta no índice estavam as da CCR ON, alta de 3,43%; Ecorodovias ON, alta de 3,39%; Localiza ON, alta de 3,38%; WEG ON, alta de 3,33%; e Qualicorp ON, alta de 3,16%.

Na contramão estavam as ações da Vale ON, queda de 3,75%; Bradespar PN, queda de 2,17%; Vale PNA, queda de 1,93%; JBS ON, queda de 0,70%; e Cyrela Realt ON, queda de 0,48%.

A Petrobras ON ficou em queda de 0,24% e a PN, alta de 0,61%.
A Vale ON ficou em queda de 3,78% e a PN, queda de 1,93%.

Carteira teórica

Na carteira teórica, que vigora entre 05 de setembro de 2016 até o fechamento das negociações de hoje, estão os cinco ativos que apresentaram o maior peso na composição do Ibovespa estão Itauunibanco PN (10,594%), Ambev S/A ON (8,588%), Bradesco PN (7,955%), Petrobras PN (5,523%) e Petrobras ON (4,268%).

Commodities:

O barril do Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) fechou nesta quinta-feira em baixa de 0,54%, cotado a US$ 53,77, como reação ao inesperado aumento nas reservas de petróleo dos Estados Unidos anunciado hoje.

Ao final do pregão na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os contratos futuros do WTI para entrega em fevereiro perderam US$ 0,29 em relação ao fechamento de ontem.

O Departamento de Energia informou hoje que as reservas de petróleo dos Estados Unidos aumentaram na semana passada em 600.000 barris e se situaram em 486,1 milhões.

Esse aumento contrasta com cálculos prévios de analistas que antecipavam que hoje seria anunciada uma diminuição nas reservas de petróleo.

Por sua vez, os contratos de gasolina para entrega em janeiro, ainda os de referência, subiram quase US$ 0,01, para US$ 1,68 o galão, enquanto os de gás natural em janeiro caíram US$ 0,10, para US$ 3,80 por cada mil pés cúbicos.

O barril de petróleo Brent para entrega em fevereiro fechou nesta quinta-feira em baixa de 0,14% no mercado de futuros de Londres, cotado a US$ 56,14.

O petróleo do Mar do Norte, de referência na Europa, terminou o pregão no International Exchange Futures (ICE) US$ 0,08 abaixo do valor final de ontem, que foi de US$ 56,22.

Os preços do barril de petróleo se mantiveram estáveis no penúltimo dia de cotação do ano, deixando claro que não haverá sobressaltos nestas últimas jornadas.

O mercado se encontra à espera que os integrantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) tornem efetivo o acordo para reduzir a produção mensal de petróleo a partir de janeiro de 2017.

O Brent se revalorizou pouco mais de 12% desde que os países da Opep decidiram no último dia 30 de novembro diminuir sua produção mensal até 32,5 milhões de barris diários a partir do próximo mês de janeiro, o que representaria uma redução do fornecimento equivalente a 1,2 milhão de barris ao dia.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em queda de 0,31% aos US$80,43.


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