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Bovespa emplaca 4º pregão seguido de valorização

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A Bovespa conseguiu emplacar o quarto pregão seguido de valorização, no que apelidamos como conluio de alta. Na verdade ninguém quer especular ou derrubar o mercado faltando poucos dias para término do ano. O período é de alguns ajustes e manutenção de posturas. A liquidez acaba sofrendo muito, bem mais que a correta precificação dos ativos.
Da mesma forma que os mercados vão parando (amanhã será ainda pior) o noticiário econômico e político vai escasseando. Hoje quase não tivemos a divulgação de dados de conjuntura e no que tange à política, parlamentares também desacelerando e voltando para suas bases.

Logo cedo o Japão anunciou dados mais positivos sobre sua economia, com a produção industrial de novembro expandindo 1,5% e vendas no varejo anualizada com alta de 1,7%. Isso, junto com o CPI de novembro e políticas que Trump desenvolverá para os EUA, deixaram os japonês mais confiantes do desempenho em 2017.
Na Europa o radar dos investidores esteve sintonizado no socorro financeiro para instituições, especialmente o Monte Dei Paschi que precisa de capitalização de 8,8 bilhões de euros, segundo o BCE. Isso limitou a recuperação dos principais mercados da Europa e deixou a moeda mais fraca. Apesar disso, a Moody’s melhorou a classificação de risco de crédito da instituição mais antiga em operação e terceiro maior banco italiano.

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Nos EUA saíram as vendas pendentes de imóveis do mês de novembro com queda de 2,5% quando o esperado era +0,5%. Na sequencia dos mercados no exterior, o petróleo WTI negociado em NY mostrava alta de 0,67%, com o barril cotado a US$ 54,26. O euro era transacionado em queda para US$ 1,0394 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros em queda para 2,52%. O ouro e a prata foram negociados em alta na Comex e commodities agrícolas em queda na bolsa de Chicago. Destaque para nova elevação do minério de ferro no mercado spot chinês de 1,1%, com a tonelada em US$ 79,80.

No segmento local logo cedo o noticiário dava conta que o presidente Temer iria vetar a renegociação com os Estados aprovada recentemente na Câmara, porém, mais para o final da tarde surgiram boatos de veto parcial e novo envio de projeto, o que deixa os Estados diante da penúria, notadamente Rio, Minas e Rio Grande do Sul. Já o Bacen anunciou que o fluxo cambial de dezembro até 23/12 estava positivo em US$ 5,0 bilhões (financeiro negativo em US$ 2,9 bilhões). No ano o fluxo é positivo em US$ 1,8 bilhão. Ganhos com operação de swap foram importantes e ficaram em R$ 3,16 bilhões.

Na sequencia dos mercados os DIs terminaram o dia praticamente estáveis para todos os vencimentos e o dólar encerrou em alta de 0,05%, cotado a R$ 3,277. Na Bovespa, na sessão de 26/12 os investidores estrangeiros alocaram recursos no montante de R$ 16,4 milhões, deixando o saldo negativo de dezembro em R$ 1,1 bilhão e o do ano positivo em R$ 13,9 bilhões.

No mercado acionário dia misto para as bolsas europeias, com Londres subindo 0,54%, Paris com -0,01% e Frankfurt com +0,02%. Madri e Milão em quedas de respectivamente 0,43% e 0,70%. No mercado americano, faltando cerca de uma hora para encerramento, o Dow Jones tinha queda de 0,49% e o Nasdaq com -0,83%. Na Bovespa dia de alta de 41,85%, com o índice em 59781 pontos e destaque novamente para Vale, bancos e siderúrgicas.

Na agenda de amanhã teremos a divulgação do IGP-M fechado de dezembro, e caso a inflação do mês seja de 0,37%, a inflação do ano fechará em 7,0%. Sairá também dados da PNAD contínua de novembro, com expectativa de leve alta do desemprego. Nos EUA o saldo da balança comercial de novembro, os estoques no atacado de novembro e pedidos de auxílio desemprego.

Boa noite.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado


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