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BOM DIA INVESTIDOR: Mercados Promovem Ajustes

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Hoje os mercados por aqui devem seguir ajustando expectativas para todas as mudanças ocorridas ontem. Como previsto tivemos o impedimento da presidente Dilma, mas de forma fatiada (sem perder elegibilidade) e que pode gerar reações, a decisão do Copom mantendo Selic estável em 14,25%, mas retirando a frase sobre sem espaço para flexibilizar política monetária. O presidente Teme terá que consolidar fissura aberta com o PMDB apaziguando PSDB e DEM e avaliando dados do orçamento de 2017 encaminhado ontem.

Hoje a FGV anunciou que o IPC-S de agosto desacelerou para 0,32%, vindo de 0,35% no mês anterior. Já o IBGE divulgou o IPP (índice preço do produtor na porta da fábrica) em deflação de 0,56%, mas com inflação em 12 meses de 4,30%. Quanto ao Copom, os membros deixaram janela aberta para eventualmente atuar na reunião de outubro, mas também discorreram sobre as bases em que a taxa Selic cairia. Vão esperar a concretização de expectativas de desinflação.

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Na sequencia dos mercados por aqui os juros abriram em queda para todos os vencimentos seguindo comunicado do Copom divulgado e o dólar começou o dia em queda, mas já operava em alta de 0,32%, cotado a R$ 3,237. A Bovespa deve seguir melhora dos mercados no exterior e engolir parte da perda de ontem de 1,15% e índice novamente abaixo de 58000 pontos.

No cenário externo dia de divulgação de índice PMI da atividade industrial para o mês de agosto em diferentes países. Na China o PMI oficial subiu para 50,4 pontos mostrando expansão da atividade e calando um pouco aqueles que pregam desaceleração mais forte da economia. No Japão tivemos também alta para 49,5, mas ainda mostrando contração da atividade. A S&P também anunciou que a classificação de risco do país ficou em A+ e perspectiva estável.

Na Europa o PMI de agosto da França e Itália ficaram abaixo dos 50 pontos mostrando contração para respectivamente 48,3 e 49,8 pontos, enquanto Alemanha e zona do euro desaceleraram, mas ainda acima dos 50 pontos em respectivamente 53,6 e 51,7 pontos. Surpresa boa veio do indicador do Reino Unido subindo forte para 53,3 pontos (anterior em 48,3 pontos), no maior patamar dos últimos 10 meses e superando efeitos do Brexit.

Na sequencia dos mercados no exterior o petróleo WTI negociado em NY mostrava nova queda de 0,74% (acelerando novamente perdas), com o barril cotado a US$ 44,37. O euro era transacionado em queda para US$ 1,1141 e os notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,60%. O ouro em queda e a prata em alta na Comex e commodities agrícolas em alta na bolsa de Chicago. O minério de ferro no mercado spot chinês registrou queda de 1,0%, com a tonelada em US$ 58,40.

Ainda teremos indicadores sendo apresentados e que podem mudar um pouco os rumos dos mercados aqui e no exterior.

Bom dia e bons negócios


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