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BOM DIA INVESTIDOR: Dia de muitos ajustes nos mercados

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Hoje é dia de muitos ajustes nos mercados. Dia de definição do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff e de agenda cheia. Pelos discursos dos senadores ontem, os 2/3 necessários para impedimento da presidente devem ser alcançado. Agora é computar a votação para checar se a base de apoio de Temer pode indicar maior ou menor facilidade para aprovação de medidas de ajustes, absolutamente necessárias para levar a economia para rumo mais correto. As indicações também aí são positivas.

O dia também trouxe dados do PIB, vai mostrar a decisão do Copom sobre política monetária e ainda temos a virada de mês, quando ajustes de carteiras são feitos. O provável presidente Temer espera decisão para tomar posse e viajar para a reunião do G-20 na China, com Renan Meirelles e apoio de Maggi. Meirelles também vai ao Congresso levar o orçamento de 2017 para aprovação.

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Ontem, a Câmara aprovou a PLC 257 das dívidas dos Estados sem destaques e o projeto foi encaminhado para votação no Senado. A Petrobras desenvolve parceria com a norueguesa Statoil para atuar nos leilões do pré-sal que ocorrerão em 2017 e com isso aliviar sua situação financeira. Internamente, foi anunciado o PIB do segundo trimestre em queda de 0,6% (pior que esperado), e contra igual período de 2015 queda de 3,8%. O consumo das famílias encolheu na mesma base 5,0% e o de governo -2,2%. A formação bruta de capital fixo (FBCF) teve expansão de 0,4% no trimestre interrompendo queda de 10 meses seguidos, mas mostra contração em relação ao segundo trimestre de 2015 de 8,8%.

A taxa de investimento do período ficou em 16,8% (muito baixa) e a taxa de poupança em 15,8%. No mercado, os DIs abriram com taxas de juros em queda e o dólar mostrava contração de 0,36%, cotado a R$ 3,226. Na Bovespa, o índice futuro registrava elevação de 0,34%. Os mercados devem agir com prudência na parte da manhã, aguardando informações.

No exterior, a Alemanha anunciou vendas no varejo mais forte com expansão de 1,7%, quando o esperado era +0,5%. Na zona do euro, a inflação medida pelo CPI (Consumo) teve alta anualizada de 0,2% e núcleo subindo 0,8%. A taxa de desemprego na Alemanha ficou estável em 6,1% e na zona do euro em 10,1%. O presidente do FED de Boston Rosengren disse que o FED está no impasse entre o que quer para a economia americana e a estabilidade dos mercados financeiros.

No Japão, a produção industrial ficou estável em julho quando o esperado era +0,8%, e isso coloca mais pressão na decisão do BOJ de setembro. Membro do BOJ mostrou preocupação com o consumo fraco. Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo WTI negociado em NY tinha queda de 1,04%, com o barril cotado a US$ 45,87. O euro era transacionado em queda para US$ 1,1128 e os notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,57%, em alta. O ouro e a prata tinham altas na Comex e commodities agrícolas com comportamento misto em Chicago.

Bom dia e bons negócios.


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