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As Bolsas da Ásia amargaram as maiores perdas em 10 meses nesta sexta-feira, depois da decisão da saída do Reino Unido da União Europeia. Há uma cautela sobre os impactos nas demais economias, ou seja, um risco para a globalização.

Por lá, a reação foi imediata já na abertura dos mercados nesta madrugada, com o iene ganhando fôlego ante o dólar e os investidores partindo para ativos mais seguros, como o ouro e demais moedas. A Libra marcou a maior queda em 31 anos, -10%.

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O Índice MSCI Asia Pacific caiu 4,1%, para 124,69 a partir das 16:03, em Hong Kong. O índice Topix do Japão mergulhou na maior queda desde 2011 e S&P 500 Index afundou 3,3%.

Ao final desta jornada, em Hong Kong, o principal indicador, o Hang Seng, ficou em forte queda de 2,92% aos 20.259 pontos; na China, o índice SSE Composite, da bolsa de Shanghai ficou em queda de 1,30% aos 2.854 pontos; na Índia, o índice BSE da bolsa de Bombai ficou em queda de 2,24% aos 26.397 pontos; e no Japão, o índice Nikkei da bolsa de Tóquio fechou queda de 7,92% aos 14.952 pontos.

O saída do Reino Unido da UE, depois de mais de quatro décadas de uma rejeição da ordem política e econômica do pós-guerra do continente, levou o primeiro-ministro David Cameron a anunciar sua demissão em outubro.

A consequência do resultado se deu também no índice Hang Seng, bolsa da Hong Kong, com a desvalorização de 2,9%, depois de oscilar em até -5,8%.

As ações do HSBC Holdings Plc, que recebe um terço das suas receitas provenientes da Europa e tem peso no indicador da bolsa de Hong Kong, afundou 6,6%.

A preocupação de que o Reino Unido poderia sair da UE abalou os mercados de ações este mês, promovendo uma retirada de mais de US$ 1 trilhão valores acionários globais na semana passada.

A apostas eram para uma chance pequena da saída, inclusive com autoridades monetárias e políticas acreditando na remota possibilidade. Um dos depoimentos foi o da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, que alertou para a uma vitória para Brexit “iria desestabilizar os mercados globais”.

Ainda nesta sexta-feira, os bancos centrais da Ásia se comprometeram a tomar as medidas necessárias para evitar qualquer falha na liquidez do mercado financeiro.

O Banco do Japão Governador Haruhiko Kuroda e Ministro das Finanças do Japão, Taro Aso, cujo país atualmente dirige o Grupo dos Sete, destacou que seis principais bancos centrais de nações desenvolvidas tem linhas especiais de troca de moeda para fornecer liquidez.

Com Agências Internacionais


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