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SÃO PAULO, 8 Mai (Reuters) – O aumento recente das
incertezas globais e domésticas levou o Bank of America Merrill
Lynch a mudar sua estimativa para manutenção da Selic na próxima
semana em 6,50 por cento, sobre corte de 0,25 ponto percentual
previsto até então.
"Incertezas globais e domésticas mais altas, divergência
entre as políticas monetária e cambial sustentam essa
perspectiva", escreveram o chefe de economia e estratégia do
banco no Brasil, David Becker, e a economista de Brasil e Chile,
Ana Madeira, em relatório.
"A política monetária já é expansionista, então um corte
adicional de 0,25 ponto percentual não adicionaria muito
estímulo para a economia", acrescentaram.
A grande maioria dos agentes econômicos ainda trabalha com
corte de 0,25 ponto percentual da Selic agora o que, se
confirmado, levará a taxa básica de juros para seu novo piso
histórico, a 6,25 por cento ao ano.
Para o BofA, o aumento das incertezas globais com grandes
dúvidas sobre o retorno dos rendimentos dos Treasuries, riscos
geopolíticos, sanções comerciais, apreciação do dólar, saída de
fluxo de alguns ativos específicos e depreciação de importantes
moedas de países emergentes também estão entre as explicações
para esperar a Selic inalterada.
Além disso, há uma divergência entre as políticas monetária
e cambial doméstica, com o Banco Central elevando sua atuação em
swap cambial tradicional –equivalente à venda futura de
dólares– com oferta extra de 2,8 bilhões de dólares além do
volume da rolagem de junho.
"Com a taxa (Selic) inalterada, a intervenção (no câmbio)
será mais efetiva", trouxe o relatório.
O BofA ainda cita as incertezas com as eleições
presidenciais de outubro, ainda muito fragmentadas, elevando a
volatilidade e "justificando uma gestão vigilante da política
monetária".
O banco ponderou ainda que o BC foi "claro" ao indicar outro
corte da taxa básica de juros em maio e que, até o momento, não
houve nenhum sinal de mudança.
O atual ciclo de afrouxamento monetário começou em outubro
de 2016, com a Selic a 14,25 por cento ao ano. De lá para cá,
foi reduzida a 6,50 por cento, em meio ao cenário de atividade
econômica e inflação fracas.
Em março, última reunião do Comitê de Política Monetária
(Copom), o BC indicou que faria mais uma redução da Selic em
maio antes de encerrar o ciclo de afrouxamento monetário.

Naquele momento, no entanto, ponderou que a reversão do
cenário externo favorável para economias emergentes era um risco
para provocar eventual pressão inflacionária.

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(Por Claudia Violante; Edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; 55 11 5644 7723; Reuters
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