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BOA NOITE INVESTIDOR: Virando a página

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A data de 31 de agosto de 2016 marca o fim de longa “novela” que durou nove meses, onde o maior sofredor foi o Brasil e o povo brasileiro. Durante o período, houve grande deterioração da economia, claramente mostrada pelos piores indicadores de conjuntura em muitos anos. Inflação, desemprego, enorme déficit fiscal, baixa competitividade, queda nos investimentos, violenta recessão, perda do grau de investimento do país e de empresas, etc.

Pois bem, viramos a página com o impeachment da presidente Dilma por expressiva votação de 61 votos pró e 20 contras, mas ficou uma lacuna na separação do voto e a não perda de direitos. Não que isso empane o processo, mas temos uma fissura nas relações entre o PMDB de um lado e PSDB e Dem do outro, que vai exigir nova costura do presidente Temer.

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Temer deve viajar hoje para a reunião do G-20 e retomar contatos internacionais. Certamente vai ter que explicar muito que não houve golpe e que seguimos integralmente a Constituição. Os investidores, porém, vão ficar ainda reticentes, no aguardo de mudanças de rumo na condução da política econômica.

Temer e sua equipe econômica terão que demonstrar empenho e aprovar mudanças, tendo adversário forte que sabe perfeitamente trabalhar na oposição. Sua equipe terá que se fixar no ajuste fiscal, matéria fundamental para começar a readquirir credibilidade junto à comunidade internacional. A profundidade com que fará e a velocidade impressa irão determinar essa recuperação de credibilidade.

O novo presidente herda uma economia bastante desequilibrada que exigirá medidas duras, nada fáceis de serem aprovadas. Vai precisar negociar a fragilidade dos Estados e uma Previdência Social que só em julho gerou quase R$ 12 bilhões de déficit. Terá a oposição ferrenha do PT e o mal estar de boa parte da população, principalmente se tiver que elevar a carga tributária para compensar a queda de receitas e manter as metas de déficit previstas para 2016 e 2017. A batalha foi ganha, mas as escaramuças de guerra terão sequência.

Os mercados, internamente, sentiram esses impactos. A Bovespa em queda de 1,15% aos 57901 pontos, o dólar com forte volatilidade entre positivo e negativo e encerrando em queda de 0,36% e cotado a R$ 3,227. Bem verdade que o comportamento dos mercados no exterior também contribuiu para isso. Bolsa de Londres em queda de 0,58%, Paris com -0,43% e Frankfurt com -0,61%. No mercado americano, queda de 0,29% para o Dow Jones e Nasdaq com -0,19%.

O petróleo deu tom negativo com nova queda pesada de 3,56% e barril WTI em US$ 44,70, afetando negativamente outras commodities e ainda ações ligadas ao segmento, como Petrobras e Vale.

Amanhã será um novo dia, mas na agenda muitos dados.

Internamente o dia seguinte ao impeachment, repercussões da reunião e comunicado do Copom, o IPC-S da quarta semana, o saldo comercial de agosto, indicadores da indústria e venda de veículos.

Nos EUA, a produtividade e custo unitário da mão de obra no segundo trimestre, os pedidos de auxílio desemprego, os gastos com construção de julho e discursos de dirigentes do FED.

Boa noite e boa sorte Michel Temer.


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