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BOA NOITE INVESTIDOR: Tudo bem com os mercados

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Hoje foi daqueles dias em que todos os mercados importantes do mundo tiveram boa performance, inclusive com a Bovespa emplacando a quarta sessão seguida de boa alta, oito pregões de alta em nove transcorridos. Ontem, já identificávamos alguns motivos na alta do petróleo e minério de ferro, no crescimento maior da China no terceiro trimestre, ou ainda no fluxo de investidores estrangeiros para a Bovespa e, vencimento de opções pressionando segmento à vista.

Hoje começamos com sinais trocados no FED, com Yellen admitindo que poderia deixar a meta de inflação estourar se fosse para acelerar o crescimento. Isso permitiu leitura de nova postergação da alta de juros ficando para o final do ano ou mesmo para o primeiro trimestre de 2017. Isso acabou por soltar as amarras dos mercados.

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Na Europa, tivemos a inflação do Reino Unido medida pelo CPI (Consumidor) acelerando para 1,0% anualizada, no maior patamar em dois anos. Nos EUA, esse mesmo indicador de setembro registrou alta de 0,3%, com núcleo em +0,1%. Além disso, os resultados do terceiro trimestre das empresas e instituições têm ficado dentro do esperado ou superior ao previsto. Hoje, por exemplo, tivemos resultados da Goldman Sachs, Johnson& Johnson e IBM.

O petróleo é que lutou muito para fechar positivo, depois de anúncio que a produção da Líbia triplicou em dois meses. O petróleo WTI negociado em NY mostrou alta de 0,49%, com o barril cotado a US$ 50,62 para dezembro. O euro era transacionado em queda para US$ 1,0980 e os notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,74%, em queda. O ouro e a prata tiveram dia de alta na Comex e commodities agrícolas com comportamento misto.

No cenário local, o IBGE mostrou vendas no varejo de agosto em contração de 0,6% e varejo ampliado com queda de 2,0%. No ano, o varejo restrito mostra contração de 6,6% e o ampliado com -9,3%. Houve queda em seis de oito atividades consideradas e a interpretação é que o crédito escasso e inflação pesaram. A leitura decorrente é de terceiro trimestre fraco para o PIB.

A Fiesp mostrou que o nível de emprego de setembro encolheu 0,51% e São Paulo demitiu 11.500 trabalhadores. O BNDES se comprometeu a fornecer lista de Estados que vão aderir ao programa de concessões e que a adesão está alta. Na sequência dos mercados, os DIs tiveram dia de poucas oscilações ao redor do fechamento de ontem e viés de baixa, e o dólar encerrou com queda de 0,92%, cotado a R$ 3,181. Na Bovespa, os investidores estrangeiros retiraram recursos na sessão de 14 de outubro (R$ 127 milhões), e o saldo positivo de outubro está em R$ 2,26 bilhões e o ano com ingressos de R$ 15,3 bilhões.

No mercado acionário, dia de alta para Londres de 0,76%, paris com +1,32% e Frankfurt com +1,22%. Madri e Milão com altas de respectivamente 1,39% e 2,02%. No mercado americano, dia de alta do Dow Jones de -0,42% e Nasdaq com+0,85%. Na Bovespa, alta liderada por Petrobras, Vale e siderúrgicas (novamente), fechando em alta de 1,73% e índice em 63.782 pontos.

Na agenda de amanhã, teremos o IPC da Fipe da segunda quadrissemana de outubro, a segunda prévia do IGP-M de outubro, o IBGE com a pesquisa de serviços de agosto e a decisão do Copom. Nos EUA, vários indicadores. A construção de novas residências e permissões de setembro, dados do livro bege (síntese da economia) e discurso de J. Williams do FED de São Francisco. Na China, a tradicional bateria de dados referentes a setembro e o PIB do terceiro trimestre.

Boa noite.


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