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BOA NOITE INVESTIDOR: Petróleo como diferencial nos mercados

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Nos últimos dias as oscilações do petróleo no mercado internacional têm sido o grande diferencial. A elevada volatilidade mexe com o segmento de commodities e com as ações ligadas ao segmento em todo o mundo. Por trás disso está a ansiedade com relação à reunião extraordinária da OPEP que deve ocorrer em setembro, onde há muita coisa em jogo capaz de minar o congelamento de produção dos membros e normalizar preços do óleo.

Além desse efeito, o mercado internacional aguarda também com ansiedade o pronunciamento de Janet Yellen, presidente do FED, que pode aclarar um pouco quando os EUA irão novamente elevar juros. Yellen fala na próxima sexta-feira. Internamente, ainda agregamos o nervosismo com o julgamento do processo de impeachment de Dilma que começa amanhã, e que terá defesa de viva voz na próxima segunda-feira. Com isso, os mercados adotam postura mais conservadora e a liquidez fica mais estreita.

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No segmento local, tivemos a divulgação do IPCA-15, uma prévia da inflação oficial, em desaceleração para 0,45%, mas com a inflação em 12 meses subindo novamente para 8,95%. Isso inviabiliza qualquer postura mais agressiva do Copom na próxima semana. Tivemos exposição dos ministros Meirelles e Dyogo Oliveira para parlamentares sobre a PEC 241 (teto de gastos), com declarações bem claras de ambos sobre a necessidade premente de que seja aprovada. Dyogo chegou a dizer que sem ela o pais colapsará. Os parlamentares alternaram provocações e defesa dos ministros.

No mercado, os DIS terminaram o dia com juros em alta para todos os vencimentos, e o dólar registrou queda de 0,20%, cotado a R$ 3,224, depois de muito oscilar entre positivo e negativo.

Na Bovespa, na sessão de 22 de agosto, houve forte saída de recursos de investidores estrangeiros no montante de R$ 512 milhões, deixando o saldo negativo do mês de agosto em R$ 1,54 bilhão e ainda ingresso líquido em 2016 de R$ 15,7 bilhões.

No plano internacional, além do já relatado, nos EUA tivemos os estoques de petróleo da semana anterior crescendo 2,5 milhões de barris, de perspectiva que encolhesse. As vendas de imóveis usados encolheram 3,2% em julho. Na sequência dos mercados, o petróleo WTI negociado em NY mostrava forte queda de 2,77%, com o barril em US$ 46,77. O euro era transacionado em queda para US$ 1,1265 e os notes americanos de 10 anos com juros em alta para 1,56%. O ouro e a prata na Comex foram negociados em queda e commodities agrícolas na bolsa de Chicago em quedas. Comportamento de queda para o minério de ferro no mercado spot chinês de 0,2%, com a tonelada em US$ 61,50.

No mercado acionário, a bolsa de Londres registrou queda de 0,48%, paris com +0,32% e Frankfurt com +0,28%. Madri e Milão com altas de respectivamente 0,87% e 0,68%. No mercado americano, queda de 0,34% para o Dow Jones e Nasdaq com -0,81%. Na Bovespa, dia de queda de 0,52%, depois de breve passagem pelo positivo. O Ibovespa fechou nos 57717 pontos.

Na agenda de amanhã, a FGV anuncia sua sondagem do comércio de agosto e o Bacen a nota de crédito. Nos EUA, teremos as encomendas de bens duráveis de julho, índice de atividade PMI e índice de atividade do FED de Kansas.

Boa noite.


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