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BOA NOITE INVESTIDOR: Mercados sem direção

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Mercados sem direção na virada do mês de outubro. As bolsas asiáticas e europeias tiveram que ajustar para as informações de sexta-feira referentes à reabertura de investigações sobre os e-mails de Hillary e ainda para a negativa de Irã e Iraque em congelar a produção de óleo, na reunião preliminar da OPEP. Internamente, ajustando para os resultados da eleição do final de semana e balanço de Itaú, além de queda do petróleo afetando Petrobras.

Nos EUA, foram anunciados indicadores importantes que também mexeram com os mercados. A renda pessoal de setembro subiu 0,3% (previsão era +0,4%) e os gastos com consumo expandiram
0,5%. Já a inflação do gasto com consumo (PCE) subiu 0,2% e taxa anualizada de 1,2%. Saíram indicadores de atividade. O índice de Dallas encolheu para 6,7 pontos em outubro (anterior em 16,6 pontos) e o ISM de Chicago caiu para 50,6 pontos em outubro, quando a previsão era que ficasse em 53,9 pontos. Mark Carney, presidente do BOE (BC Inglês) permanecerá no cargo até 2019 para acompanhar o Brexit.

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Ainda no exterior, o presidente Maduro da Venezuela negocia com a oposição para tentar evitar crise política. Na sequência dos mercados, o petróleo WTI negociado em NY mostrava queda de 3,77%, com o barril em US$ 46,86. Ocorre que membros da OPEP disseram que o Iraque está comprometido em se juntar ao acordo de corte e esperam que países não membros façam o mesmo. O euro era transacionado em queda para US$ 1,097 e os notes americanos de 10 anos com taxa de juros em queda para 1,83%. O ouro era negociado em queda e a prata em alta na Comex e commodities agrícolas com comportamento misto. O minério de ferro no mercado spot chinês observou nova alta de 1,1%, com a tonelada em US$ 63,80.

No segmento local, a pesquisa Focus semanal do Bacen veio tranquila com poucas variações e a reunião do Bacen com economistas de São Paulo mostrou o Bacen ainda temeroso com incertezas e querendo separar a gestão anterior da atual, pelo menos no que tange aos dizeres das atas. O Bacen anunciou que o setor público mostrou déficit primário de R$ 26,6 bilhões e em 12 meses R$ 188,3 bilhões, representando 3.08% do PIB. O déficit nominal ficou em setembro em R$ 67,1 bilhões e em 12 meses atingiu 577 bilhões, algo como 9,42% do PIB.

Foram os piores dados da série e os gastos com juros em 12 meses acumulam R$ 388,5 bilhões, cerca de 6,35% do PIB. A dívida bruta ascendeu a 70,7% do PIB em setembro, quando no mês anterior estava em 70,2%. Na sequência dos mercados, os DIs terminaram o dia com queda de juros para todos os vencimentos e o dólar com queda de 0,12%, cotado a R$ 3,19.

No mercado acionário, dia de queda dos mercados na Europa, com Londres perdendo 0,60%, Paris com -0,86% e Frankfurt com -0,29%. Madri e Milão com quedas de respectivamente 0,45% e 1,15%. No mercado americano, dia de mercados oscilando entre positivo e negativo, com o Dow Jones terminando em -0,10% e Nasdaq com -0,02%. Na Bovespa, muitos investidores aproveitaram para realizar lucros na virada de outubro, depois de altas de Petrobras e Vale de mais de 30%. Na última sessão do mês, alta de 0,93%, índice em 64924 pontos e destaque positivo para Itaú, depois de anunciar resultado do terceiro trimestre melhor que o previsto. No mês, o índice valorizou 11,2% e no ano alta de 49,8%, sendo o quinto mês seguido de alta.

Na agenda de amanhã, teremos o UIPC-S de outubro pela FGV e a produção industrial de setembro pelo IBGE. Sai a balança comercial de outubro e indicadores pela CNI. Nos EUA, o PMI industrial de outubro e gastos com construção de setembro.


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