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BOA NOITE INVESTIDOR: Mercados em dia positivo

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O dia foi positivo para os principais mercados de risco do mundo começando na Ásia e estendendo para Europa e EUA. No Brasil, não foi diferente, apesar da conturbação e piora do ambiente político nos últimos dias. Mais um ministro de Temer (Mendonça Filho, da Educação) ficou na corda bamba pela operação Lava Jato.

Num dia de agenda fraca, principalmente no segmento externo, o que acabou fazendo preço dos ativos foi o Brexit, a saída ou não do Reino Unido da União Europeia. Porém, o clima um pouco mais favorável para permanência acabou descomprimindo os mercados e trouxe a melhora dos ativos de risco.

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Tivemos ainda a China anunciando que a saída de capitais do país abrandou com venda de moeda estrangeira de US$ 12,5 bilhões em maio, quando no mês anterior foi de US$ 23,7 bilhões. Na Índia, o presidente do banco central disse que não irá tentar renovar seu mandato, ele que é considerado um dos melhores e, conseguiu segurar a inflação. Ainda na Índia, tivemos a flexibilização dos investimentos externos para aplicação nos setores de aviação e defesa.

Enquanto isso, todos os bancos centrais importantes do mudo se dizem preparados para ação, caso o plebiscito do Brexit de 23 de junho indique saída do Reino Unido da União Europeia. Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo WTI negociado em NY mostrou alta de 2,89%, com o barril cotado a US$ 49,37. O euro era transacionado em alta para US$ 1,1314 e os notes americanos de 10 anos com taxa de juros em alta para 1,67%. Commodities agrícolas com viés positivo na bolsa de Chicago e minério de ferro em leve queda no spot chinês de 0,2%, com a tonelada em US$ 50,60.

Internamente, a nova pesquisa Focus semanal do Bacen trouxe inflação novamente em alta para 2016 em 7,25% (anterior em 7,19%) e PIB melhor com queda de 3,44%. A produção industrial também melhorou para queda de 5,85% e caiu para +0,67% em 2017 (anterior +0,80%). O dólar também encolheu para R$ 3,60 no final do ano de 2016. E R$ 3,80 no seguinte. A balança comercial da terceira semana de junho mostrou superávit de US$ 974 milhões, deixando o saldo do mês positivo em US$ 2,35 bilhões e o ano com superávit de US$ 22,1 bilhões.

Na Bovespa, foi dia de vencimento de opções, com o exercício atingindo R$ 2,27 bilhões e, na sessão de 16 de junho, os investidores estrangeiros ingressaram com R$ 177,8 milhões, deixando o saldo de junho positivo em R$ 651 milhões e o ano com fluxo de entrada de R$ 12,12 bilhões. Os DIs tiveram dia de queda de juros para os vencimentos longos e o dólar encerrou com queda de 0,64%, cotado a R$ 3,399.

No mercado acionário, dia de alta para as principais bolsas europeias, com Londres subindo 3,04%, Paris com +3,50% e Frankfurt com +3,43%. Madri e Milão com altas de respectivamente 3,41% e 2,54%.

No mercado americano, dia de alta do Dow Jones de 0,73% e Nasdaq com 0,77%. Na Bovespa, alta de 1,61% e índice em 50329 pontos no quarto pregão seguido de alta. Destaque para Vale e Petrobras com valorizações de respectivamente 1,63% e 2,57%.

Na agenda de amanhã, teremos, no cenário local, a divulgação da prévia da inflação oficial pelo IPCA-15, com perspectiva de arrefecimento para próximo de 0,5% (anterior em 0,86%). Na zona do euro, o índice de expectativa econômica. Nos EUA, discurso da presidente do FED Janet Yellen.


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