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BOA NOITE INVESTIDOR: Mercados em dia de muitas alternativas

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O dia foi de intensa volatilidade para os mercados de risco em todo o mundo, mas com viés mais para positivo desde o início da manhã. Exceto pela bolsa de Xangai, os mercados da Ásia tiveram bom comportamento durante a madrugada, trazendo esse quadro mais favorável para mercados da Europa e também dos EUA. O motivo principal seguiu sendo a expectativa favorável para o Reino Unido permanecer na União Europeia, porém dentro de maior nervosismo comparativamente a véspera.

No cenário local, os mercado tinham ainda que reverberar duas informações pós-fechamento da Bovespa. De um lado, o acordo firmado entre estados e a União para tratamento das dívidas acumuladas, e de outro o pedido de recuperação judicial interposto pela OI. No caso das dívidas, soou positivo, até por não existir outra alternativa viável. Já com relação a OI, houve certo temor com relação ao comprometimento dos bancos com a empresa, notadamente Banco do Brasil.

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Assim, na Bovespa o dia começou negativo pela pressão de venda de ações de bancos e também pela queda do petróleo no mercado internacional (chegou a estar caindo mais de 2,0%) afetando Petrobras. Porém, o bom desempenho dos mercados na Europa e melhora nos EUA, junto com outras notícias, acabaram modificando o quadro internamente também.

No exterior, destacamos a arguição da presidente do FED Janet Yellen ressaltando as incertezas com Brexit e, também China, a capacidade disso afetar a economia global; mas também mostrando crença na recuperação econômica americana, descartando juros negativos e meio que adiando para final do ano a decisão sobe juros. Falou em mercado de trabalho desacelerando, gastos com consumo em alta e de possuir ferramentas para agir caso seja necessário.

Mario Draghi do BCE também falou que a recuperação econômica da região ganhou força no início do ano e que deve continuar moderada e constante. Projetou inflação baixa nos próximos meses e também se disse preparado para contingências caso a saída do Reino Unido seja vencedora no plebiscito de 23 de junho (resultado deve ser divulgado em 26 de junho).

Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo WTI negociado em NY mostrava leve queda de 0,22% no encerramento, com o barril cotado a US$ 49,85%. O euro era transacionado em queda para 1,1257 e os notes americanos de 10 anos com taxa de juros em alta para 1,70%. O ouro e a prata foram negociados em queda na Comex e commodities agrícolas também em queda na bolsa de Chicago.

No cenário local, a Febraban acalmou os mercados com declarações de que os bancos estão capitalizados para absorverem inadimplência e que estão aptos para financiarem a recuperação econômica.

Já o IBGE anunciou o IPCA-15 de junho com inflação em desaceleração para 0,40% (anterior em 0,86%) acumulando alta em 12 meses de 8,98% e difusão mais baixa, o que gerou otimismo.

Na Bovespa, na sessão de 17 de junho, os investidores estrangeiros voltaram a alocar recursos, deixando o mês de junho positivo em R$ 733,7 milhões e o ano também com ingressos de R$ 12,21 bilhões. Os DIs encerraram o dia com queda de juros para todos os vencimentos e o dólar terminou em alta de 0,41%, cotado a R$ 3,4134 e depois de muito oscilar entre positivo e negativo.

No mercado acionário, dia de alta para as principais bolsas europeias, com Londres valorizando 0,36%, Paris com +0,61% e Frankfurt com +0,54%. Madri e Milão em altas de respectivamente 0,23% e 0,45%. Nos EUA, o Dow Jones teve alta de 0,14% e o Nasdaq com +0,14%. Na Bovespa, tivemos o quinto dia de alta consecutiva com valorização de 1,01% e índice em 50837 pontos.

Na agenda de amanhã, teremos o fluxo cambial da semana anterior e a sondagem da indústria pela FGV. Nos EUA, as vendas de imóveis usados de maio e pedidos de hipotecas MBA da semana anterior.


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