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BOA NOITE INVESTIDOR: Mercados ajustando ao noticiário

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Hoje foi dia dos mercados ajustarem para intenso noticiário. Internamente, a ata do Copom foi esperada com alguma ansiedade para se tentar identificar os próximos passos do Copom na redução da Selic. Nos EUA, safra de balanços do terceiro trimestre e preocupação também com o comportamento dos juros.

No que tange ao Copom, havia expectativa de que a ata viesse mais suave que o comunicado pós-reunião. Porém, o Bacen mostrou a mesma linha de preocupação com desinflação com sinais de pausa, discutiram muito explicitar condicionalidades para dar o ritmo da flexibilização e preocupação com risco de médio e longo prazo com inflação. Discorreu sobre retomada gradual da atividade e que o esforço fiscal traz reflexos importantes sobre a desinflação. O resultado da releitura ficou mais para o Copom manter a trajetória de reduzir 0,25% na próxima reunião que ampliar o ritmo de queda.

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O Tesouro anunciou que a dívida pública federal em setembro atingiu R$ 3,04 trilhões e a participação dos estrangeiros encolheu para 14,97%. Títulos prefixados representam 37,7% da dívida e lastreado na inflação 31,5%. O prazo médio ficou em 4,6 anos e o custo médio caiu para 12,75%. Já o Bacen, anunciou que o déficit em conta corrente de setembro foi de US$ 465 milhões, o menor desde setembro de 2007. Em 12 meses, o déficit está em US$ 23,3 bilhões e no ano em US$ 13,6 bilhões. Porém, o déficit é muito bem coberto por IDP (Investimento Direto no País) com ingresso em 12 meses de US$ 73,2 bilhões e no ano com US$ 46,3 bilhões. O fluxo cambial de outubro até o dia 21 estava positivo em US$ 2,5 bilhões, afetado por repatriações e bancos com posição vendida em câmbio de US$ 33,6 bilhões.

Na sequência dos mercados, os DIs terminaram o dia com alta de juros para todos os vencimentos e o dólar era cotado em queda de 0,28%, a R$ 3,109. Na Bovespa, mais um dia de ingresso de recursos na sessão de 25 de outubro de R$ 139,7 milhões. Ainda em outubro, os ingressos ascendem a R$ 3,3 bilhões e, no ano, a alocação está em R$ 16,3 bilhões.

No cenário externo, declarações de presidentes do FED estão motivando maior prudência dos investidores e afetando câmbio e juros. O índice Case-Shiller de preços de imóveis de agosto para 20 principais cidades subiu 5,1% e o índice nacional +5,3%. O índice de atividade do FED de Richmond melhorou para -4 pontos em outubro e a confiança do consumidor do Conference Board caiu para 98,6 pontos em outubro.

Na sequência dos mercados, o petróleo WTI negociado em NY mostrava queda de 1,39%, com o barril cotado a US$ 49,82. O euro era transacionado em alta para US$ 1,0897 e os notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,76%, em queda. O ouro e a prata foram negociado em alta na Comex e commodities agrícolas com comportamento misto. O minério de ferro chegou a bater limite de alta de 6% no mercado spot chinês, mas fechou com alta de 4,9% e tonelada cotada a US$ 61,60.

No mercado acionário, dia de alta para a bolsa de Londres de 0,45%, Paris com -0,26% e Frankfurt com -0,04%. Madri e Milão com quedas de respectivamente 0,98% e 0,44%. No mercado americano, dia de queda do Dow Jones de 0,29% e Nasdaq com 0,50%. Na Bovespa, dia de queda de 0,30% e índice em 63868 pontos. Destaque para Vale com valorização de 6,52% e siderúrgicas.

Na agenda de amanhã, teremos o IPC da Fipe da terceira quadrissemana, a FGV com sondagem do consumidor e construção em outubro, o IBGE com o IPP de setembro e a nota de política monetária de setembro. Nos EUA, o saldo comercial de setembro, os estoques no atacado e vendas de casas novas de setembro.

Boa noite.


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