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BOA NOITE INVESTIDOR: EUA e Petróleo abortam alta do mercado

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Não bastasse todos os problemas relacionados ao processo de impeachment da presidente Dilma, os mercados locais acabaram absorvendo a fragilidade do segmento internacional. Petróleo em queda em New York e bolsas em queda. Internamente, todos aguardavam definição do impeachment para a madrugada de quarta-feira, mas a decisão só deve sair na manhã de amanhã.

O presidente do STF deu essa informação, depois de ver previsão do tempo que seria gasto nos discurso de acusação e defesa do impeachment, seguido de fala de pelo menos 65 senadores inscritos. Isso alterou os planos do governo Temer de posse e comunicado à nação, mas parece não ter alterado sua viagem para a reunião do G-20. Temer deve falar à nação por volta do horário do almoço de amanhã.

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Foram divulgados dados da PNAD contínua do trimestre encerrado em julho e vieram como esperados ruins. O desemprego subiu para 11,6%, a renda real encolheu 3,0% contra igual trimestre do ano anterior e a massa salarial declinou 4,0%. O número de desempregados ficou em 11,8 milhões e nos últimos 12 meses cresceu 3,2 milhões. A população ocupada e o rendimento voltaram ao nível do primeiro trimestre de 2013. Esse quadro ainda pode piorar nos próximos meses.

Dentre as notícias ruins, tivemos o déficit do governo central de julho de R$ 18,5 bilhões, o pior da história. No ano, o déficit está m R$ 51,1 bilhões e em 12 meses ascende a R$ 163,3 bilhões, significando 2,59% do PIB. O INSS teve déficit de R$ 11,8 bilhões em julho e o Bacen superávit de R$ 72,1 milhões. A receita do governo central teve queda real de 5,7% e as despesas crescimento real de 3,2%.

Na sequência dos mercados, os DIs tiveram dia de comportamento misto, os vencimentos e o dólar operou com alta de 0,12%, cotado a R$ 3,238. Na Bovespa, na sessão de 26 de agosto houve ingresso de recursos de investidores estrangeiros no montante de R$ 126,4 milhões, deixando o saldo do mês negativo em R$ 1,45 bilhão e o ano positivo em R$ 15,8 bilhões.

No mercado internacional, os EUA anunciaram o índice Case-Shiller de preços de imóveis para 20 cidades com alta de 5,1% em junho, mesma alta do indicador nacional. O índice de confiança do consumidor do Conference Board cresceu para 101,1 pontos em agosto, quando a previsão era 97,0 pontos. Na China, os bancos realizaram baixa contábil de empréstimos inadimplentes no valor de US$ 19,5 bilhões, cerca de 44% maior que a anterior.

Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo WTI negociado em NY mostrava queda de 1,13%, com o barril cotado a US$ 46,45. O euro era negociado em queda para US$ 1,1140 e os notes americanos de 10 anos com taxa de juros 1,57%. O ouro e a prata foram negociados em queda na Comex e commodities agrícolas majoritariamente em queda. O minério de ferro teve alta de 0,3% no mercado spot chinês, com a tonelada em US$59,00.

No mercado acionário, dia de queda de 0,25% para a bolsa de Londres, Paris com +0,75% e Frankfurt com +1,07%. Madri e Milão tiveram dia de alta de respectivamente 0,92% e 1,42%. No mercado americano, o Dow Jones com -0,26% e o Nasdaq com -0,18%. Na Bovespa, dia de queda de 0,06%, com o índice em 58575 pontos e destaque positivo para Petrobras (+1,71%).

Na agenda de amanhã, teremos a divulgação do PIB do segundo trimestre com previsão de queda no período de 0,5%, a nota de política fiscal de julho, o fluxo cambial da semana anterior e decisão do Copom sobre juros. Nos EUA, discurso de dirigentes do FED (Boston e Minneapolis), a pesquisa ADP com criação de vagas no setor privado em agosto e o índice de atividade de Chicago.

Boa noite.


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