Clicky

BOA NOITE INVESTIDOR: Dia de realização de lucros em mercados desenvolvidos

Tesouro Direto Taxa Zero 728×90

Hoje foi dia de realização de lucros em mercados desenvolvidos e oscilações pouco expressivas no mercado americano. O estopim parece ter sido o preço do petróleo no mercado internacional e valorização do dólar. Mas tivemos dados locais interferindo no comportamento, não sendo possível tirar um padrão único.

Mercados mistos na Ásia, queda nas principais bolsas europeias (outras com leve alta) e EUA brigando entre o positivo e negativo. Internamente dia de forte realização, absorvendo problemas políticos.

MetaTrader 300×250

No cenário externo, a forte queda do petróleo induziu mercados no sentido da realização, em muitos casos acelerado pela valorização do dólar. Há suspeitas que na reunião da OPEP marcada para setembro não haja consenso sobre congelamento de produção. Rússia e Arábia Saudita parecem concordar com isso, mas Irã e Iraque são incógnitas.

O dólar sofre efeitos de declarações que indicam que a próxima alta de juros está próxima, não necessariamente em setembro. A Reunião de Jackson Hole com discurso de Janet Yellen (presidente do FED) no dia 26 de agosto pode aclarar isso. Em dia de agenda vazia, o índice de atividade nacional calculado pelo FED de Chicago em julho subiu para 0,27 pontos, vindo de 0,05 pontos. No México, o PIB anualizado do segundo trimestre encolheu 0,2% sobre o período anterior, sendo essa a primeira contração em três anos.

Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo WTI negociado em NY para setembro registrou queda de 3,03%, com o barril cotado a US$ 47,05. O euro era transacionado em alta para 1,1323 e os notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,54%, em queda. O minério de ferro teve leve alta no mercado spot chinês de 0,2%, com a tonelada em US$ 61,10. O ouro e a prata tiveram dia de queda na Comex e commodities agrícolas com viés de alta.

No cenário local, a pesquisa semanal Focus do Bacen veio com poucas alterações, com a inflação de 2017 projetada em queda para 5,12% e produção industrial expandindo 1,05% (anterior em 0,75%). O PIB previsto para 2017 também melhorou para expansão de 1,20%. A relação dívida/PIB é que piorou para 2016 e 2017, com respectivamente 45,25% e 49,65%.

O saldo da balança comercial na terceira semana de agosto mostrou superávit de US$ 541 milhões, deixando superávit do ano em US$ 31,09. Do lado político, pesou a reação dos mercados sobre possível desidratação da PEC dos gastos, depois de declarações de políticos durante o final de semana. Nesse sentido, na próxima quarta-feira membros da comissão vão ouvir o ministro Meirelles. Rodrigo Maia identifica que existem condições de votar 2 ou 3 MPs ainda nessa semana, isso depois do almoço com o presidente Temer.

No mercado, os DIs encerraram com leve queda de juros para todos os vencimentos, e o dólar operou em queda de 0,10%, cotado a R$ 3,201. Na Bovespa, na sessão de 18 de agosto, os investidores estrangeiros retiraram R$ 19,8 milhões, deixando o saldo negativo de agosto em R$ 888,4 milhões e o ingresso líquido do ano em R$ 16,4 bilhões.

No mercado acionário, dia de queda da bolsa de Londres com -0,44%, Paris com -0,24% e Frankfurt com -0,47%. Madri e Milão tiveram altas de respectivamente 0,08% e 0,22%. No mercado americano, o Dow Jones operou com -0,12% e Nasdaq com +0,12%. Na Bovespa, dia de aprofundamento de queda durante todo o dia, com o índice desvalorizando 2,23% e no patamar de 57781 pontos.

Na agenda de amanhã, teremos o IPC-S da terceira quadrissemana de agosto e o Bacen anuncia a nota do setor externo de julho. Nos EUA, teremos o PMI preliminar de agosto (atividade industrial), o índice de atividade de Richmond de agosto e as vendas de casas novas de julho.

Boa noite.


Assuntos desta notícia