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BOA NOITE INVESTIDOR: Anticlímax do Impeachment

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O que deveria ser o dia mais importante do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff acabou virando um anticlímax. O discurso da presidente foi repetição de fatos e argumentos já bastante conhecidos da sociedade e políticos e, portanto, incapazes de mudar bastante os votos dos senadores.

Houve repetição dos argumentos de que a economia sofreu com a crise internacional, queda de preços do minério e petróleo e que o governo nada poderia fazer sobre o plano safra. As perguntas também caíram no vazio, já que Dilma respondeu o que quis, sem direito de réplica. Aos poucos a plenária foi se esvaziando e nem as presenças coroadas de Lula e Chico Buarque trouxeram Alento ao processo.
Como dissemos em nosso comentário de abertura, o foco dos agentes do mercado estaria centrado no noticiário político e, ao que tudo indica, a incapacidade de alterar resultado acabou estimulando a alta da Bovespa e também a queda do dólar. É bem verdade que o mercado de ações americano em alta ajudou, mas o dólar se manteve forte no exterior por conta de ajuste sobre a perspectiva dos juros americanos, enquanto aqui houve queda.

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Por aqui a pesquisa semanal Focus veio com inflação em alta para 2016 (7,34%), assim como 2017 com 5,14%. O PIB estimado de 2016 melhorou para contração de 3,16% (anterior em -3,20%) e produção industrial do ano encolhendo 5,98% (anterior em -5,95%). Dólar previsto para o final do ano em R$ 3,29. Na sequencia dos mercados por aqui os DIs tiveram com comportamento misto para os vencimentos e o dólar com queda de 1,03%, cotado a R$ 3,234. Na Bovespa, na sessão de 25/08 houve saída de recursos de R$ 31,3 milhões, deixando o saldo negativo de agosto em R$ 1,58 bilhão e o saldo do ano bem positivo em R$ 15,67 bilhões.

No segmento externo os EUA mostraram que a renda pessoal cresceu 0,4%em julho e o gasto com consumo +0,3%, ambos dentro das estimativas. O PCE, inflação dos gastos com consumo ficou estável no mês de julho e taxa anualizada de 0,8%. O núcleo do PCE teve alta em julho de 0,1%. Já o índice de atividade calculado pelo FED de Dallas mostrou alta de 4,5 pontos em agosto.

Na sequencia dos mercados no exterior o petróleo WTI negociado em NY mostrou nova queda de 1,38%, com o barril cotado a US$ 46,98. O euro era transacionado em queda para US$ 1,1187, enquanto os notes americanos de 10 anos tinham juros em queda para 1,56%. O ouro e a prata negociados na Comex mostraram altas e commodities agrícolas majoritariamente em quedas na bolsa de Chicago. O minério de ferro também registrou queda no mercado spot chinês de 0,5%, com a tonelada em US$ 58,80.

No mercado acionário dia de queda nos principais mercados da Europa. Londres não operou por força de feriado bancário, Paris em queda de 0,40% e Frankfurt com -0,41%. Madri e Milão tiveram quedas de 0,50% e 1,12% respectivamente. No mercado americano dia de alta do Dow Jones de 0,59% e Nasdaq com +0,26%. Na Bovespa alta de 1,55%, com o índice em 58610 pontos.

Na agenda de amanhã teremos a divulgação do IGP-M de agosto com estimativa ao redor de 0,150% e dados da PNAD contínua de julho pelo IBGE. Nos EUA o índice Case Shiller de preços dos imóveis de junho e a confiança do consumidor do Conference Board. Teremos ainda indicadores de confiança para a Alemanha e Reino Unido.

Boa noite


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