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Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

SÃO PAULO, 30 Nov (Reuters) – O Banco Central iniciará na
sexta-feira leilões de contratos de swap cambial –equivalente à
venda de dólares no mercado futuro– para rolar contratos que
vencem no dia 2 de janeiro do próximo ano e totalizam 9,6
bilhões de dólares.
Os leilões serão realizados de 1 a 20 de dezembro, de acordo
com comunicado do BC, e as ofertas serão distribuídas a critério
da autoridade monetária entre os dias 1 de março, 2 de maio e 1
de outubro de 2018.
No leilão de sexta-feira, o BC aceitará até 14 mil contratos
e divulgará o resultado a partir de 11h50.
O BC possui em estoque um total de contratos de swap cambial
equivalente a 23,79 bilhões de dólares, a maior parte deles
sendo os 9,6 bilhões de dólares que vencem no dia 2 de janeiro.
Do restante, outros 9 bilhões de dólares vencem em 2 de abril e
5,13 bilhões de dólares, no dia 2 de julho do ano que vem.
O dólar fechou com alta de quase 1 por cento nesta
quinta-feira, a 3,2716 reais, repetindo o movimento da véspera
com o mercado precificando cada vez mais que o governo do
presidente Michel Temer não conseguirá aprovar a reforma da
Previdência em breve.
Os profissionais das mesas apostavam que a autoridade
monetária, de fato, iria rolar integralmente a oferta de
janeiro, eliminando uma eventual pressão adicional sobre os
preços num ambiente já de maior cautela com as dúvidas sobre
votação da reforma da Previdência ainda em 2017.
O BC não atuou no mercado nos dois últimos meses porque não
havia vencimentos de swap.
Em setembro, quando fez a última rolagem, o BC rolou apenas
6 bilhões de dólares do total de 9,975 bilhões de dólares.
Naquela ocasião, a demora da autoridade em anunciar como atuaria
fez a moeda subir, em meio às especulações do mercado.

Quando o BC não rola os contratos de swaps ou rola apenas
parcialmente, os investidores que precisam de proteção têm que
comprar dólares no mercado, o que pressiona a moeda para cima.

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

(Por Iuri Dantas e Claudia Violante; Edição de Alexandre
Caverni)
(([email protected]; +55 11 5644-7757; Reuters
Messaging: [email protected]))


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