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(Texto atualizado com posicionamento do Banco Central)
SÃO PAULO, 11 Mai (Reuters) – Após a recente disparada do
dólar, o Banco Central anunciou nesta sexta-feira que elevará a
intervenção no mercado de câmbio na próxima semana com a oferta
adicional de contratos de swap, que equivalem à venda futura da
moeda norte-americana, além de manter os leilões dos contratos
que vencem em junho, como vinha fazendo desde o início do mês.
Na próxima segunda-feira, o BC passará a fazer dois leilões:
um para a rolagem de 50,7 mil contratos que vencem em junho e
que ainda não foram rolados este mês. Além disso, realizará
outro leilão duras horas antes, para a oferta de 5 mil novos
contratos com vencimento em julho deste ano.
O volume oferecido no leilão para rolagem dos contratos que
vencem em junho foi reduzido pelo BC de 8.900 para 4.225 mil
contratos. Por outro lado, a autoridade monetária não sinalizou
até quando vão durar as intervenções não relacionadas à rolagem
de contratos de swap.
Com isso, o BC estica o prazo de rolagem dos contratos que
vencem em junho, que terminaria na próxima sexta-feira com a
oferta diária de 8.900 contratos, enquanto sinaliza que pode
atuar mais fortemente, leiloando contratos adicionais.
Segundo o BC, a liquidação dos 5 mil contratos adicionais
ocorrerá no dia seguinte ao vencimento, enquanto a dos contratos
para rolagem será no dia do vencimento. Os ajustes no prazo de
liquidação, separação dos leilões e sua realização em horários
diferentes elevam a transparência do processo, segundo o BC.
Na semana passada, o BC informou que rolaria contratos de
swap pelo quarto mês consecutivo, mas ressaltou que ofereceria
ao mercado um volume maior de operações para "suavizar
movimentos no mercado de câmbio".
A fechou nesta sexta-feira a 3,6008 reais, maior nível em
quase dois anos. De fevereiro a abril, o dólar avançou mais de
10 por cento ante o real, com ganho de 5,54 por cento somente
nas últimas três semanas, diante de receios com a trajetória da
taxa de juros nos EUA e temores sobre o futuro do relacionamento
econômico do país com o Irã e a China.
Na terça-feira, o presidente do BC, Ilan Goldfajn,
considerou normal o comportamento do câmbio em relação ao que
vem ocorrendo no mundo, em entrevista à GloboNews.
Nesta sexta-feira, um fator adicional pressionou o dólar no
mercado doméstico: a incerteza eleitoral. Na segunda-feira, está
prevista a divulgação da pesquisa CNT/MDA, que deve captar para
onde estão indo eleitores que pretendiam votar no ex-presidente
do STF Joaquim Barbosa (PSB).
A poucos meses das eleições presidenciais de outubro, o
quadro ainda é incerto. Investidores temem que um candidato que
considerem menos comprometido com o ajuste fiscal vença.
O fortalecimento do dólar tende a pressionar a inflação e
pode influenciar o comportamento da política monetária.
No mercado externo, o dólar operava em baixa ante uma cesta
de moedas , mas rumava para a quarta semana de apreciação,
sequência mais longa desde o quarto trimestre de 2016, com os
mercados cada vez mais otimistas quanto às perspectivas para a
moeda norte-americana nas próximas semanas.
Nesta sexta-feira, o BC vendeu, pela sétima sessão, a
oferta integral de até 8.900 contratos em swaps cambiais
tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando
3,115 bilhões de dólares do total de 5,650 bilhões de dólares
que vence em junho.
Se mantiver e vender o novo volume diário de 4.225
contratos, o BC terá rolado integralmente os contratos que
vencem no mês que vem.

(Por Iuri Dantas; edição de Aluísio Alves)
(([email protected]; +55 11 5644-7757; Reuters
Messaging: [email protected]))

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