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(Texto atualizado com mais informações)
SÃO PAULO, 16 Jan (Reuters) – O ministro da Fazenda,
Henrique Meirelles, afirmou nesta terça-feira que a decisão do
Planalto de afastar temporariamente quatro vice-presidentes da
Caixa Econômica Federal atende a recomendação feita pelo Banco
Central, e pontuou que o próprio banco decidirá na sexta-feira o
que ocorrerá daqui para frente.
"O Banco Central determinou exatamente, pediu o afastamento.
O que o presidente faz é dar um prazo para que eles apresentem a
defesa antes de ser feito e determinado um possível afastamento
definitivo, se for esta a conclusão", disse Meirelles a
jornalistas.
Ele destacou que a decisão sobre o que ocorrerá com os
executivos será tomada pelo Conselho do banco, em reunião que
ocorrerá na próxima sexta-feira, dia 19.
"A decisão final vai ser tomada pelo Conselho da Caixa na
medida em que (é o que prevê) o estatuto já aprovado e que será
submetido à assembleia geral no dia 19", afirmou. Segundo o
texto, cabe ao colegiado fazer a nomeação e exoneração de
vice-presidentes.
O movimento do presidente Michel Temer pelo afastamento foi
publicado após reunião nesta manhã do presidente do Banco
Central, Ilan Goldfajn, com o presidente da Caixa ,
Gilberto Occhi, e o secretário-executivo da Fazenda, Eduardo
Guardia.
Segundo fonte ouvida pela Reuters, o próprio BC pediu a
destituição. Mas a recomendação da autoridade monetária nesse
sentido veio há mais tempo.
Na quarta-feira, o diretor de Fiscalização do BC, Paulo
Sérgio Neves de Souza, enviou um ofício à presidente do Conselho
de Administração da Caixa, a secretária do Tesouro, Ana Paula
Vescovi, em que recomendou o afastamento de vice-presidentes do
banco após uma apuração independente e outra feita pelo
Ministério Público Federal terem descoberto uma série de
irregularidades em procedimento internos da instituição, segundo
documentos de um processo judicial a que a Reuters teve acesso.

Quatro dos 12 vice-presidentes da Caixa, além de Occhi,
estão sendo investigados pela Polícia Federal e pelo Ministério
Público. O pedido de afastamento dos dirigentes foi feito em
dezembro pelo MPF e assinado pelas forças-tarefas das operações
Greenfield, Cui Bono e Sépsis.
Os vice-presidentes citados nas investigações são Deusdina
Pereira, de Fundos e Loterias; Roberto Derziê de Sant'Anna, de
Governo; Antonio Carlos Ferreira, Corporativo; e José Henrique
Marques da Cruz, de Clientes, Negócios e Transformação Digital.
Até semana passada, Temer vinha se recusando a afastar
executivos da Caixa, que tem suas diretorias divididas entre
indicações feitas pelo MDB, PR, PRB e o PP, partido de Occhi.

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A ideia, até então, era evitar embates com parlamentares que
poderiam rachar a base aliada num momento em que o governo luta
para tentar emplacar a votação da reforma da Previdência.

(Por Marcela Ayres; Edição de Iuri Dantas)
(([email protected]; +55 11 5644-7757; Reuters
Messaging: [email protected]))


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