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Os principais mercados acionários globais fecharam em território positivo  nesta quinta-feira. Os investidores ficaram mais animados com indicadores e resultados corporativos, entretanto os olhares estão voltados para a realização do primeiro turno da eleição presidencial na França, em meio ao clima tenso.

Na Ásia, o resultado da balança comercial do Japão surpreendeu. Os índices fecharam para cima.

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Na Europa, as bolsas de valores fecharam com ganhos e numa recuperação de dois dias no vermelho. Por lá, apenas, o índice principal de Londres (FTSE-100) amargou queda ao longo da semana.

Pesaram o Brexit e a eleição na França, com os candidatos  realizando debates na tentativa de conquistar os eleitores indecisos. Porém, no final da noite um tiroteio na Champs-Élysées, em Paris, deixou dois policiais mortos e despertou novamente a tensão no País.

O porta-voz do Ministério do Interior da França, Pierre-Henri Brandet, em entrevista à rede de televisão “BFMTV”, disse que o autor atirou “deliberadamente” em um agente que estava em um carro patrulha e, posteriormente, tentou matar outros policiais.

Embora ainda não se saiba as motivações do tiroteio, a investigação foi encarregada à seção antiterrorista da Promotoria de Paris.

Segundo a “BFMTV”, o autor dos disparos já tinha sido fichado pelos serviços de inteligência franceses como alguém “radicalizado”. As informações são da Agência Efe.

Nos Estados Unidos,  a Bolsa de Nova York fechou em alta, mas o ato na França acabou ofuscando o desempenho dos índices.

Por aqui, em dia de calmaria em Brasília com os políticos de volta às suas bases, as atenções se voltaram ainda mais para os depoimentos em Curitiba na Operação Lava Jato.

Hoje, o ex-ministro da Fazenda e Casa Civil, Antonio Palocci, falou ao Juiz Federal Sergio Moro, bem como o ex-excutivo da empreiteira OAS, Léo Pinheiro, sobre o sítio em Atibaia e também do duplex no Guarujá, que supostamente seriam do ex-presidente Lula.

Ruídos dão conta de que Palocci, homem forte do PT e dos governos Lula e Dilma, estaria disposto a uma delação premiada. No depoimento a Moro, o ex-ministro declarou estar disposto a dar “nomes e endereços” e salientou: “Talvez eu dê mais um ano de trabalho ao senhor [Moro], mas farei tudo para colaborar com a Lava Jato”, disse Palocci em tom calmo e preciso.

Já o mercado financeiro mostrou reação nesta quinta-feira, com destaque para os desempenhos da Vale e Petrobras na B3. O dólar subiu, mas manteve o patamar desejado pelo Banco Central do Brasil.

No final da tarde, os dados do Caged e o PIB, divulgado pela manhã, ficaram na pauta.

ÁSIA

As bolsas fecharam sem direção única nesta quinta-feira. Prevaleceu o clima de cautela por conta das tensões geopolíticas e eleições na França. A escalada das tensões envolvendo os Estados Unidos e a Coreia do Norte limita a tomada de risco pelos investidores japoneses, embora com mais calma.

Depois dos resultados mínimos na semana passada, as ações do Japão foram beneficiadas pelos papéis de menor valor. O aumento de prçeos para as moedas e os títulos dos Estados Unidos muitas vezes prejudicam as ações japonesas, revelam analistas.

Prevaleceu ainda no Japão, o resultado das exportações subindo mais do que o esperado em março, 12%.

O Asia Dow ficou em alta de 0,43% aos 3.187. O Hang Seng ficou em queda de 0,21% aos 24.261. O Xangai ficou em queda de 0,74% aos 3.222. Na Índia, o índice BSE da bolsa de Bombai ficou em queda de 0,16% aos 29.413. O índice Kospi, Coreia do Sul, ficou em alta de 0,50% aos 2.149. O índice FTSE ST, Singapura, ficou em queda de 0,98% aos 3.138. O Nikkei 225 ficou em alta de 0,70% aos 18.483.

Mesmo com a recuperação do Japão, em Hong Kong e China os índices caíram pelo menos três sessões seguidas.  O ponto de pressão na semana passada foram as vendas das ações chinesas, onde a repressão do governo sobre o comércio especulativo levantou preocupações entre os investidores no mercado notoriamente volátil.

EUROPA

As bolsas de valores europeias fecharam com ganhos nesta quinta-feira, com a eleição na França tomando conta das atenções dos principais investidores da região.
O índice Stoxx 600 foi puxado pelas ações das montadoras e construtoras.

Ao final da jornada, o índice Stoxx Europe 600 subiu 0,2% aos 380.58, em Londres; o FTSE-MIB (Milão) subiu 0,13% aos 19.849; o Ibex 35 (Madri) subiu 0,02% aos 10.372; o DAX 30 (Frankfurt) ficou em alta de 0,09% aos 12.027; o CAC 40 (Paris) subiu 1,48% aos 5.071; o FTSE-100 (Londres) subiu 0,06% aos 7.118; e o PSI-20 (Lisboa) caiu 0,55% aos 4.906.

O CAC 40 avançou para a máxima. A expectativa é de que Emmanuel Macron vai chegar à votação final deste fim de semana e, como tal, vencer a presidência
francesa em uma corrida com outros candidatos,Marine Le Pen, ou Jean-Luc Melenchon, já que nenhum dos dois são vistos como “amigável” aos mercados.

A libra subiu 0,5% para 1,2840 dólares e o euro subiu 0,6% para 1,0777 dólares.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de peso em Wall Street renovaram os ganhos, com o Dow Jones
disparando ao longo do dia, mas voltando logo em seguida com o clima tenso
na França, que realiza neste final de semana o primeiro turno de sua eleição presidencial, depois de um tiroteio na Champs Elysee, em Paris.

Ao final, o S&P ficou em alta de 0,76% aos 2.355 e 17 pontos; o Dow Jones
ficou em alta de 0,85% aos 20.578 e 174 pontos; e o Nasdaq em alta de 0,92%
aos 5.916 e 53 pontos.

Depois de uma queda de 4% na quarta-feira, os preços do petróleo não
conseguiram um impulso positivo na quinta-feira e caíram cerca de 0,4%. Os
preços do ouro permaneceram inalterados.

Os rendimentos do Tesouro de 10 anos subiram 2,25%, mas se estabelecendo mais perto de 2.23%. O de dois anos ficou em 1.19%. O dólar foi pouco alterado depois de afundar no início da sessão.

Nas negociações de hoje as atenções de voltaram para a Europa, com o debate dos candidatos à presidência.

O dia parecia encerrar tranquilo, com o mercado financeiro mais calmo. Porém, no final da noite dois policiais foram mortos em um tiroteio no Champs-Élysées, em Paris. Isso acabou mexendo um pouco com o fim das negociações.

O presidente francês François Hollande fez um pronunciamento à nação, destacando todos os esforços para garantir a segurança dos franceses. Lembrando que naquele País não há obrigatoriedade de voto.

BRASIL

A B3 fechou a semana em alta, mesmo com apenas quatro dias úteis. Nas negociações de hoje, os investidores aproveitaram a calmaria em Brasília e saíram para as compras.

Pesou também no índice principal a valorização nos preços das commodities, em especial o minério de ferro em alta. Os papéis da Vale foram puxados com os recordes em produção de minério de ferro e o preço na China de US$65,36.

Ao final, na semana, o Ibovespa ficou em alta de 1,49% e na sessão de hoje o ganho foi de 0,56% aos 63.760 pontos. O giro financeiro ficou em R$6,6 bilhões.

 As ações com ganhos
Bradespar PN, alta de 5,44%; Marfrig ON, alta de 6,00%; Bradespar PN, alta
de 5,44%; e Siderúrgica Nacional ON, alta de 5,07%.

As ações com perdas
Sabesp ON, queda de 5,58%; Rumo ON, queda de 1,81%; Bradesco PN, queda
de 1,74%; ItauUnibanco PN, queda de 1,46%; e Cosan ON, queda de 1,28%.

A Petrobras ON ficou em queda de 1,57% e a PN, alta de 2,06%.
A Vale ON ficou em alta de 5,17% e a PN, alta de 5,87%.

Análise Alvaro Bandeira

A semana mais curta no Brasil, com o feriado de Tiradentes, e as discussões em Brasília refletiram diretamente no mercado financeiro. “Foram muitos ruídos para com as mudanças no texto da Reforma da Previdência e Trabalhista, considerando também a Lei de Abuso de Autoridade. Os indicadores não revelaram surpresas, nem mesmo o Caged divulgado hoje. Além disso, o vencimento de opções e os preços das commodities, com destaque para o minério de ferro, acabaram azedando o humor na semana”, disse Bandeira.

Já os conflitos geopolíticos, com destaque para a Síria, Coreia do Norte com os Estados Unidos, mexeram com todos os índices nos mercados acionários. “ Os riscos de conflitos mais pesados ainda e com a eleição na França, em que muitos eleitores ainda estão indecisos, mexeram com todos os mercados. A decisão de Theresa May em antecipar a eleição no Reino Unido surtiram efeitos nos índices de peso na bolsa de Londres[FTSE-100], mas o que se vê por lá são as economias seguindo trajetória de alta. A volatilidade, tanto lá fora como aqui, deverá ser o viés da próxima semana”, concluiu o analista-chefe e sócio do ModalMais, Alvaro Bandeira.

Carteira Teórica

A carteira teórica do Índice Bovespa que passou a vigorar entre e 02 de janeiro de
2017 a 28 de abril de 2017, com base no fechamento do pregão de 29 de dezembro de 2016, totaliza 59 ativos de 56 empresas e com a entrada da Eletrobras ON (ELET3). Os cinco ativos que apresentaram o maior peso na composição do índice foram: Itauunibanco PN (10,681%), Bradesco PN (7,740%), Ambev S/A ON (7,183%), Petrobras PN (6,008%) e Petrobras ON (4,592%).

Pagam dividendos na segunda-feira (24): Vale e AES Tietê.

Moedas

O dólar comercial fecha a semana em alta de 0,34%. Já nesta quinta-feira, no interbancário, a moeda também ficou fortalecida.

Ao final. a moeda ficou cotada em R$3,156 para a compra e R$3, 157 para a venda, alta de 0,32%.

O euro ficou em R$3, 382 para a compra e R$3, 385 para a venda, alta de 0,28%.

A libra ficou em R$4,044 para a compra e R$4,045 para a venda, alta de 0,46%.

“O dólar acompanhou o cenário externo, em grande parte acima de todas as moedas, com as expectativas para a alta dos juros e a política de Donald Trump. Porém, as entradas do BCB com leilões de swap conseguiram conter uma valorização maior ante o real “, considerou o analista-chefe e sócio do ModalMais, Alvaro Bandeira.

O índice Bloomberg Dollar Spot Index manteve-se inalterado, apagando uma perda que chegou a 0,3%, depois dos comentários do presidente do Banco Central do Japão (BoJ), Haruhiko Kuroda, à Bloomberg News, afirmando que Japão manterá uma política monetária acomodativa. A medida subiu 0,5% ontem.

A libra subiu 0,3% para US $ 1,2819 e o euro subiu 0,13% para US $ 1,0725.

O iene enfraqueceu 0,4% para 109,34 por dólar, após uma queda de 0,4% na quarta-feira.

Commodities

Hoje, o ministro de Energia da Arábia Saudita afirmou que o cartel fechou acordo preliminar para estender os cortes na produção para além deste primeiro semestre.

Os futuros de petróleo operaram em alta na Bolsa Mercantil de Futuros, Nova York, mas perderam a força no final das negociações. O contrato futuro do produto tipo WTI para entrega em junho é negociado a US$ 50,26 o barril, com queda de 0,53%.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em alta de 1,18% a US$65,36 a tonelada seca e com 62% de pureza.

 


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