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O BNDES desembolsou R$ 70,8 bilhões no ano passado. As liberações para micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) cresceram 9% no período e atingiram R$ 29,7 bilhões. O valor representa 42% do total e é recorde histórico de participação das empresas desse porte no desempenho do BNDES.

Parte do desempenho expressivo das MPMEs no BNDES deve-se ao financiamento a capital de giro, que o Banco intensificou no ano passado para ajudar as empresas, sobretudo de menor porte, a atravessar o momento de crise. Foram liberados R$ 7,1 bilhões para tal finalidade, valor 164% superior ao desembolsado em 2016. Os números incluem o programa BNDES Giro, lançado em agosto, e seu antecessor, o BNDES Progeren.

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Também contribuiu para o resultado o desempenho da linha BNDES Finame, que financia a aquisição de máquinas e equipamentos e cujos desembolsos cresceram 11%, atingindo R$ 19,7 bilhões. Já a linha BNDES Automático, que apoia projetos de investimento de até R$ 20 milhões, apresentou crescimento de 40,5%, totalizando R$ 15,2 bilhões liberados em 2017.

Setores

Em 2017, o destaque setorial no desempenho do BNDES ficou com infraestrutura, que apresentou crescimento de 4% nos desembolsos, chegando a R$ 26,9 bilhões liberados. Crescimento mais significativo foi registrado nas aprovações de novos financiamentos para projetos de infraestrutura no Brasil, que aumentaram 29% em relação a 2016 e somaram R$ 29,7 bilhões.

O setor agropecuário também foi destaque: os desembolsos cresceram 3%, chegando a R$ 14,4 bilhões, e as consultas (primeira fase de um pedido de financiamento no BNDES) chegaram a R$ 16,8 bi, com crescimento de 6%. Foram destinados ainda, em 2017, R$ 15 bilhões ao setor industrial e R$ 14,5 bilhões ao de comércio e serviços.

Economia verde

Desde 2012, o BNDES monitora também os desembolsos para a chamada Economia Verde. Neste grupo, estão incluídos projetos de desenvolvimento aliados ao crescimento sustentável. Neste segmento, os desembolsos do BNDES se mantiveram estáveis em 2017, com leve crescimento de 1% em relação a 2016. Foram destaques nos desembolsos de R$ 14,7 bilhões projetos de energias renováveis e eficiência energética (R$ 8,2 bilhões). Também tiveram desembolso relevante, entre outros, projetos de transporte público (R$ 1,9 bilhão) e melhorias agrícolas (R$ 1,1 bi).


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