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CIDADE DO VATICANO, 18 Mai (Reuters) – Todos os 34 bispos
chilenos que compareceram a uma reunião nesta semana com o papa
Francisco sobre o encobrimento de abusos sexuais no país
ofereceram suas renúncias, disseram os bispos em um comunicado
divulgado nesta sexta-feira.
Não ficou claro de imediato se o papa aceitaria todas ou
algumas das renúncias.
"Colocamos nossas posições nas mãos do Santo Padre e
deixaremos que ele decida livremente por cada um de nós",
disseram os bispos em sua declaração, na qual também pediram
desculpas ao Chile, às vítimas de abusos e ao papa pelo
escândalo.
O escândalo de abusos devastou a credibilidade da Igreja no
Chile, país de forte tradição católica, e também prejudicou a
imagem do papa, uma vez que neste ano o pontífice defendeu
fortemente um bispo acusado de envolvimento no suposto
encobrimento, antes de reverter sua posição.
A reunião desta semana ocorreu após uma investigação do
Vaticano contra o bispo Juan Barros, que foi nomeado pelo papa
em 2015 apesar de alegações de que havia encoberto o abuso
sexual de menores por seu mentor, padre Fernando Karadima.
Agora com 87 anos e vivendo em uma casa de repouso no Chile,
Karadima sempre negou as alegações. Barros disse que não sabia
de qualquer irregularidade.
No entanto, o Vaticano confirmou nesta sexta-feira relatos
da mídia chilena de que o papa entregou aos bispos nesta semana
um documento acusando-os de destruir provas de crimes sexuais e
de não protegerem crianças de padres abusadores.
(Reportagem de Crispian Balmer)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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