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B3 teve tempo de ajustar após a condenação de Lula e hoje a expectativa é de alta

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Ontem, feriado na cidade de São Paulo, a B3 não operou, e isso ocorreu logo após a condenação de Lula pelo placar de 3×0 e aumento da pena para doze anos e um mês. A B3 ainda teve tempo de ajustar um pouco para o evento, fechando com alta de 3,71% e índice em 83.680 pontos. Em compensação, juros e câmbio já estavam fechados e ontem o dólar voltou a fechar fraco chegando a atingir R$ 3,13.

No exterior, os ADRs e ETFs tiveram dia de alta e o maior ETF brasileiro fechou com valorização de 1,08%. Juiz decretou a apreensão do passaporte de Lula, que viajaria hoje. Seu advogado disse que entregará o documento hoje à Polícia Federal. A S&P declarou que a condenação de Lula gera incertezas políticas e pode abrir espaço para surgimento de candidato outsider. A saída de Lula da corrida eleitoral beneficia mais os candidatos de centro.

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Hoje mercados na Ásia em alta (exceto Tóquio com -0,16%). Euro no campo positivo e acelerando tendência, assim como os futuros do mercado americano em boa alta. No Brasil, há espaço para novas valorizações ainda ajustando, mesmo considerando que a B3 já registra valorização no mês de janeiro de 9,5%. ADRs, ETFs, captação externa da Petrobras de US$ 2,0 bilhões para 2029 e alta do petróleo no mercado internacional dão o tom da abertura.

Na China, o lucro industrial anualizado de dezembro mostrou expansão de 10,8% e o governo detalhou plano para capitalização de empresas estatais trocando dívida por ações e usando os fundos de
private equity. No Japão, a inflação medida pelo CPI (Consumidor) anualizada para dezembro ficou em 1,0% e o BoJ já se mostra preocupado com efeitos colaterais dos juros baixos. Japão, que está em boa fase de expansão de sua economia.

No Reino Unido, o PIB anualizado de dezembro cresceu 1,5%, surpreendendo diante da projeção de +1,3%. No quarto trimestre, expansão de 0,5%. Na Alemanha, os partidos iniciam negociações para formar coalizão que deve estar pronta por volta do período da Páscoa. Na Rússia, a Moody’s melhorou a perspectiva do país de estável para positiva.

Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo WTI negociado em NY mostrava alta de 0,32%, com o barril cotado a US$ 65,72. O euro era transacionado em alta para US$ 1,246, com grande volatilidade a partir de declarações de Trump e Mnuchin e notes americanos de dez anos com taxa de juros de 2,64%. O Bitcoin para fevereiro abriu em queda de 6,43% na CME, cotado a US$ 10480. O ouro e a prata em alta na Comex e commodities agrícolas em alta na bolsa de Chicago.

Voltando ao cenário local, Meirelles disse acreditar na aprovação da reforma da Previdência e Temer deve forçar posicionamento dos deputados na volta do recesso. A FGV anunciou que o INCC (Construção Civil) de janeiro subiu para 0,28% (anterior em 0,14%) e a confiança do setor de construção subiu 1,5 ponto para 82,6 pontos, no maior nível desde janeiro de 2015. Mercado começando com DIs em queda de juros e dólar em queda de 0,47% e cotado a R$ 3,12. Na B3, devemos seguir em alta.

Na agenda do dia, ainda teremos nos EUA leitura do PIB do quarto trimestre e as encomendas de bens duráveis. No Brasil, a nota do setor externo de dezembro.

Bom dia e bons negócios.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado


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