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(Texto atualizado com número de mortos)
Por Bernie Woodall
PARKLAND, Estados Unidos, 14 Fev (Reuters) – Um ex-aluno de
19 anos abriu fogo em uma escola da Flórida nesta quarta-feira,
matando 17 pessoas antes de ser preso pela polícia, disseram
autoridades.
O ataque no Marjory Stoneman Douglas High School em
Parkland, cerca de 70 quilômetros ao norte de Miami, ocorreu
pouco antes do final das aulas, levando centenas de estudantes a
fugirem em pânico para a rua enquanto dezenas de policiais e
funcionários de serviços de emergência chegavam ao local.
O atirador foi identificado como Nikolas Cruz, que
frequentou a escola e foi expulso por razões disciplinares não
especificadas, disse o xerife do condado de Broward, Scott
Israel, em uma entrevista coletiva.
"É uma situação horrível", disse a jornalistas o
superintendente de escolas do condado, Robert Runcie.
O atirador se rendeu à polícia sem resistência, disse
Israel. "Isso é catastrófico", disse Israel.
Doze das vítimas foram mortas dentro do prédio da escola,
duas outras do lado de fora, mais uma na rua e outras duas
morreram dos ferimentos em um hospital, disse Israel. Entre as
vítimas, disse, havia estudantes e adultos.
Foi o 18º incidente com tiros em uma escola dos EUA até
agora este ano, de acordo com o grupo de controle de armas
Everytown for Gun Safety. Esse número inclui suicídios e
incidentes quando ninguém foi ferido, bem como o incidente de
janeiro, quando um jovem armado de 15 anos matou dois estudantes
em uma escola secundária de Benton, Kentucky.
Mais de cinco anos se passaram desde que um homem armado
matou 20 alunos e seis educadores em Newtown, Connecticut,
impulsionando o longo debate dos EUA sobre os direitos sobre
porte de armas no país, garantidos pela Segunda Emenda da
Constituição norte-americana.
Funcionários da escola na Flórida e alunos disseram à mídia
local que um alarme de incêndio disparou por volta do momento em
que os disparos começaram, provocando um caos quando cerca de
3.000 alunos do colégio se dirigiram inicialmente para os
corredores antes que os professores os direcionassem para as
salas de aula novamente, para buscarem abrigo.
McKenzie Hartley, de 19 anos, que se identificou como a irmã
de um estudante na escola, descreveu a cena em uma mensagem de
texto para a Reuters: "Ela o ouviu atirando pelas janelas das
salas de aula e dois estudantes foram baleados."
Em pânico, os pais tentavam encontrar seus filhos. "É
absolutamente horrível. Não posso acreditar que isso esteja
acontecendo", disse Lissette Rozenblat, cuja filha frequenta a
escola, à CNN. Sua filha a chamou para dizer que estava segura,
mas a estudante também contou a sua mãe que ouviu os gritos de
uma pessoa que foi baleada.
"Ela estava muito nervosa. Ela disse que podia ouvir a
pessoa que havia sido baleada gritando por ajuda", disse ela.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447702))
REUTERS AC AAJ


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