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(Texto atualizado com novas declarações do presidente dos EUA)
Por Steve Holland
LONDRES, 6 Jan (Reuters) – O presidente dos Estados Unidos,
Donald Trump, rejeitou neste sábado acusações de um autor de que
ele seja mentalmente inapto para o cargo e afirmou que seu
histórico mostra que ele é um "gênio estável".
Michael Wolff, a quem foi dado amplo e pouco comum acesso à
Casa Branca durante grande parte do primeiro ano de Trump, tem
dito ao promover seu livro, "Fire and Fury – Inside the Trump
White House"("Fogo e Fúria: Dentro da Casa Branca de Trump"),
que Trump é inadequado para a Presidência.
Trump, em uma séria de posts matinais no Twitter, disse que
seus críticos democratas e a imprensa norte-americana estavam
trazendo a "velha cartilha sobre Ronald Reagan e gritando
estabilidade mental e inteligência" uma vez que eles não foram
capazes de derrubá-lo de outras maneiras.
Reagan, republicano que foi presidente dos Estados Unidos de
1981 a 1989, foi diagnosticado com Alzheimer em 1994 e morreu em
2004.
"Na verdade, ao longo da minha vida, meus dois maiores
recursos foram a estabilidade mental e ser… realmente
inteligente", disse Trump no Twitter.
"Eu fui de um homem de negócios MUITO bem-sucedido para
estrela da TV… (e) para presidente dos Estados Unidos (na
minha primeira tentativa). Eu acho que seria qualificado não
como inteligente, mas gênio… e um gênio muito estável nisso!"
Trump, de 71 anos, publicou os tuítes de seu retiro
presidencial em Camp David, onde está reunido com líderes
republicanos do Congresso e muitos secretários do gabinete para
discutir sua agenda legislativa para o ano.
O livro de Wolff se tornou um best-seller instantâneo na
sexta-feira.
Desdenhado por Trump como cheio de mentiras, o livro retrata
uma Casa Branca caótica, um presidente que estava mal preparado
para conquistar o cargo em 2016 e auxiliares de Trump que
desprezavam suas habilidades.
Respondendo a perguntas de repórteres em Camp David após uma
reunião, Trump chamou Wolff de "fraude" e disse que o livro é
"uma completa obra de ficção".
"Eu acho que é uma desgraça", disse o presidente.
Trump disse que nunca concedeu a Wolff uma entrevista para o
livro e culpou o ex-conselheiro Steve Bannon por garantir acesso
a Wolff na Casa Branca. Wolff disse que falou com Trump, mas que
o presidente talvez não tenha entendido que estava sendo
entrevistado.
Os tuítes foram outro sinal da frustração de Trump do que
ele viu como um tratamento injusto pela mídia de sua
Presidência, em meio a uma investigação federal sobre se ele ou
seus auxiliares de campanha conspiraram com a Rússia durante a
campanha presidencial de 2016, na qual ele derrotou a democrata
Hillary Clinton.
Wolff disse à rádio BBC, em entrevista veiculada neste
sábado, que sua conclusão no livro de que o presidente não é
capaz para o trabalho está se tornando uma visão generalizada.
Ele afirmou à NBC News na sexta-feira que a equipe da Casa
Branca trata Trump como uma criança.
"A descrição que todo mundo deu, todo mundo tem em comum,
todos dizem que ele é como uma criança", disse Wolff. "E o que
querem dizer com isso, ele tem uma necessidade de gratificação
imediata. É tudo sobre ele."
"Este homem não lê, não escuta. Ele é uma bola de pinball,
apenas disparando pelos lados."
O correspondente da Fox News Geraldo Rivera disse ao
programa "Fox and Friends" no sábado que havia falado com Trump
na sexta-feira e de que o presidente estava "muito, muito
frustrado" que a questão de sua aptidão mental estava ganhando
força.
Trump deverá se submeter ao primeiro exame físico de seu
mandato em 12 de janeiro. O exame foi anunciado em 7 de dezembro
após questões terem sido levantadas sobre a saúde de Trump ao
ter articulado mal parte de seu discurso no qual anunciou que os
Estados Unidos reconheciam Jerusalém como capital de Israel.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447702))
REUTERS AC


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