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(Texto atualizado com mais detalhes)
WASHINGTON, 31 Jan (Reuters) – O presidente dos Estados
Unidos, Donald Trump, pediu na terça-feira que parlamentares
trabalhem em direção a acordos bipartidários, mas assumiu uma
postura linha dura em relação à imigração, insistindo em um muro
na fronteira com o México e outras concessões por parte de
democratas como parte de qualquer acordo para proteger os filhos
de imigrantes ilegais no país.
Trump, durante seu primeiro discurso do Estado da União, não
fundamentou a controversa questão sobre proteger ou não de
deportação os imigrantes ilegais levados aos Estados Unidos
quando crianças, conhecidos como "Dreamers" (Sonhadores).
Visando manter os eleitores conservadores satisfeitos antes
da eleição parlamentar de novembro, Trump defendeu diversos
princípios opostos por democratas, incluindo um muro de
fronteira com o México e novas restrições sobre quantos
familiares imigrantes legais podem levar aos Estados Unidos.
"Hoje eu peço que todos nós deixemos nossas diferenças de
lado, para buscarmos pontos em comum, e para convocarmos a união
que precisamos para atender às pessoas para quem fomos eleitos a
servir", disse Trump durante o discurso.
Trump usou o discurso de 1 hora e 20 minutos, feito
anualmente pelo presidente ao Congresso, para tentar superar
dúvidas sobre seu governo em um momento em que está enfrentando
uma investigação sobre supostos laços de sua campanha com a
Rússia e sofrendo com baixos índices de aprovação.
O presidente não mencionou a investigação federal que apura
se sua campanha conspirou com a Rússia durante a eleição
presidencial de 2016, uma polêmica que tem abalando sua
Presidência. Trump tem negado qualquer conspiração e chamou o
inquérito de "caça às bruxas".
O discurso foi escasso em detalhes sobre as propostas
políticas de Trump, mas sua abordagem contida e calculada foi
bem recebida pelo público. Uma pesquisa CNN/SSRS mostrou que 48
por cento dos entrevistados tiveram uma reação "muito positiva"
ao pronunciamento, e 22 por cento "parcialmente positiva".
Mas houve pouco sinal de união no plenário da Câmara dos
Deputados onde Trump discursou. Parlamentares republicanos o
ovacionavam intensamente cada vez que o presidente fazia uma
pausa, enquanto democratas se mantinham sentados em silêncio, e
muitos vaiaram quando Trump delineou suas propostas para a
imigração.

COREIA DO NORTE
Ao tratar da política externa no final de sua fala, Trump
criticou o caráter da liderança da Coreia do Norte e disse que a
"busca irresponsável por mísseis nucleares (por Pyongyang) pode
ameaçar nossa terra natal muito em breve".
"Estamos realizando uma campanha de pressão máxima para
evitar que isto aconteça", afirmou. Em um momento surpreendente,
ele destacou um desertor norte-coreano na plateia, Ji Seong-ho,
como exemplo do que chamou de natureza brutal do país recluso.
Trump também disse ter assinado uma ordem para manter aberta
a prisão militar norte-americana da Baía de Guantánamo, em Cuba,
para suspeitos estrangeiros de terrorismo. O ex-presidente
democrata Barack Obama prometera fechar a prisão, que foi
criticada por grupos de direitos humanos, mas não conseguiu
fazê-lo por completo.
Não ficou nada claro se Trump atenderá seu próprio apelo por
harmonia bipartidária. Suas tentativas anteriores de enviar uma
mensagem conciliadora foram minadas por seus próprios tuítes
rancorosos publicados mais tarde e por comentários provocadores
que revoltaram democratas e muitas vezes aborreceram
parlamentares de seu próprio partido.
O pedido de união sofrerá seu primeiro teste na tentativa
presidencial de chegar a um acordo a respeito da proteção dos
1,8 milhão de "Dreamers", que até o prazo de 5 de março saberão
se poderão começar a ser deportados.
Os republicanos saudaram as propostas de Trump para a
imigração, e o senador James Lankford, de Oklahoma, disse que
Trump tentou encontrar um meio-termo.
"Meus colegas democratas podem dizer que ele não cedeu o
suficiente, mas não se pode negar que ele cedeu muito. Há
pessoas em sua base que acham que ele cedeu até demais".
Mas Patrick Leahy, democrata de Vermont e senador há mais
tempo no cargo, disse que as palavras de Trump sobre união,
depois de um ano de "ações divisoras, insultos mesquinhos e
ataques raciais infames… soam vazias".
(Reportagem adicional de Richard Cowan, Susan Cornwell,
Roberta Rampton, Makini Brice, Eric Beech e Eric Walsh)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF

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