Clicky

MetaTrader 728×90

(Texto reescrito com informações e declarações de segundo
evento de Temer)
BRASÍLIA, 8 Dez (Reuters) – O presidente Michel Temer fez um
novo apelo nesta sexta-feira para que deputados e senadores
votem a favor da reforma da Previdência e disse que não cogita a
possibilidade de a votação da proposta na Câmara ficar para
2018.
Em abertura do 22º Encontro Anual da Indústria Química, em
São Paulo, Temer também fez um apelo para que empresários que
têm relacionamento com deputados convençam os parlamentares a
apoiarem a reforma.
"Estamos agora na luta pela reforma previdenciária… Vocês
têm a frente parlamentar muito expressiva, muito significativa",
disse o presidente no evento.
"Nós precisamos dos votos dos deputados e senadores que,
como registrei, nos apoiaram no governo para que chegássemos até
aqui."
O presidente disse que a reforma fará o país caminhar e
afirmou que é preciso que a Câmara vote a proposta ainda neste
ano, para que o Senado possa analisá-la em fevereiro de 2018.
"Nós estamos empenhados nisso. Eu, o Rodrigo Maia
(presidente da Câmara), o Eunício (Oliveira), presidente do
Senado. Nós estamos todos hipotecados a essa atividade, na
convicção de que é preciso fazê-la agora na Câmara dos Deputados
para, na sequência realizá-la no Senado Federal em fevereiro."
O presidente reconheceu a dificuldade que o tema enfrenta
entre parlamentares, principalmente por conta da proximidade do
período eleitoral, mas citou as mudanças promovidas em relação
ao texto aprovado pela comissão especial da Câmara para tornar a
medida mais palatável.
Mais tarde, em evento do setor elétrico e eletrônico, Temer
voltou a pedir que os empresários atuem no convencimento de
parlamentares para a reforma da Previdência e descartou a
possibilidade de a votação da proposta na Câmara ficar para o
ano que vem.
"Não vou cogitar isso", disse o presidente a jornalistas
quando questionado sobre as chances de as alterações nas regras
previdenciárias no plenário da Câmara ficar para o próximo ano.
No discurso, o presidente voltou a defender que a reforma é
indispensável e disse que realizá-la agora adiará a necessidade
de fazer o que chamou de uma "reforma mais radical".
"Se não fizermos agora, em 2019, 2020 nós vamos ter uma
reforma previdenciária radical do tipo que aconteceu na Grécia,
Portugal etc", disse Temer, se referindo a países que cortaram
as aposentadorias e os salários de servidores diante de déficits
orçamentários.
"Se nós fizermos agora, nós alongaremos o tempo para uma
reforma mais radical", acrescentou.
A nova versão da proposta de reforma da Previdência mantém a
idade mínima para aposentadoria (62 anos para mulheres e de 65
anos para homens), e prevê que o tempo mínimo de contribuição
para os trabalhadores do regime geral ficará em 15 anos, em vez
dos 25 previstos no texto anterior.
As mudanças que seriam promovidas nas regras do Benefício de
Prestação Continuada (BPC) e às aposentadorias de pequenos
produtores rurais, dois pontos de forte crítica de deputados da
base aliada, foram retiradas do texto.
"É natural que o deputado fique preocupado. Começam a
espalhar inverdades, essa história que o trabalhador privado só
vai se aposentar com 110 anos. Isso pega", disse Temer no
discurso para os empresários do setor químico.
"Essas inverdades machucam aquele que vai entrar em um
processo eleitoral. Nós precisamos restabelecer a verdade. Mas
restabelecendo-a, é preciso que os senhores saiam a campo. Se o
senhor conhece um deputado, liga para ele", pediu.
Na noite de quinta-feira, o líder do governo na Câmara,
Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), afirmou que a reforma deve ser votada
a partir do dia 18 de dezembro, descartando a possibilidade de
análise da medida na próxima semana. A previsão de votação foi
confirmada nesta sexta pelo presidente, "para 18 ou 19" de
dezembro.
Governistas admitem que ainda não foram conquistados os
votos necessários para a aprovar a medida –que, por se tratar
de uma Proposta de Emenda à Constituição, necessita de ao menos
308 votos dos 513 deputados favoráveis em dois turnos de votação
na Câmara para depois seguir ao Senado–, mas comemoram o que
consideraram uma melhora no clima em torno da reforma.

(Reportagem de Natália Scalzaretto; Texto de Maria Carolina
Marcello e Eduardo Simões; Edição de Alexandre Caverni)
(([email protected]; 55 61 3426-7022;
Reuters Messaging:
[email protected]))

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

Assuntos desta notícia