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Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

(Texto atualizado com informação no 6º parágrafo)
12 Fev (Reuters) – O governo brasileiro deverá editar ainda
nesta semana uma medida provisória para tentar solucionar a
entrada em massa de venezuelanos no país, pelo Estado de
Roraima, em um conjunto de ações que será coordenado pelas
Forças Armadas e que inclui uma maior disciplina sobre a chegada
dos habitantes da nação vizinha.
Ao lado de ministros e líderes políticos de Roraima, durante
encontro em Boa Vista (RR), o presidente Michel Temer destacou
nesta segunda-feira que "não faltarão recursos" para tratar
dessa questão.
"Quero editar muito proximamente, talvez na quarta ou no
mais tardar na quinta-feira, uma medida provisória que tratará
desse assunto", comentou Temer.
"Vejo que esse afluxo intenso de venezuelanos cria problemas
para o Estado de Roraima, mas certa e seguramente criará para
outros Estados se não tomarmos algumas medidas e providências",
acrescentou o presidente.
Em seu discurso, Temer frisou que o Brasil não se fechará,
mas que quer "disciplinar" a entrada de venezuelanos.
Segundo ele, há também a ideia de que os venezuelanos possam
ser conduzidos para outros Estados brasileiros –Temer, no
entanto, não elaborou.
Devido a uma forte crise econômica, muitos venezuelanos
estão deixando o país comandado por Nicolás Maduro e indo para
nações vizinhas em busca de melhores condições de vida. Roraima,
no Norte do país, faz fronteira com a Venezuela.
As declarações do presidente ocorrem após a Colômbia também
aumentar controles fronteiriços com a Venezuela e dizer que irá
prestar assistência para centenas de milhares de venezuelanos
que fogem da crise econômica.
A MP serviria para definir um estado de emergência social,
de modo a dar sustentação jurídica ao assunto, segundo o
governo.
Ainda em sua fala, Temer disse que o governo está
trabalhando para integrar Roraima ao Sistema Interligado
Nacional (SIN) de energia elétrica e que também está atento à
questão das demarcações de terras indígenas.
Roraima, que é abastecida em grande parte com energia
elétrica da Venezuela, sofreu apagões no último ano devido a
problemas de manutenção na linha de transmissão entre os dois
países.

FORÇAS ARMADAS
O ministro da Defesa, Raul Jungmann, que também participou
do evento em Roraima, afirmou que todas as ações para tratar da
entrada de venezuelanos no Estado ficarão a cargo das Forças
Armadas.
"Se o problema é fisicamente localizado em Roraima, ele é um
problema nacional… A coordenação de todas as ações, de todos
os organismos do governo federal… ficará ao nosso cargo",
comentou.
Segundo ele, entre as ações estão reforço do efetivo,
duplicação de postos de controle, abertura de hospital de
campanha em Pacaraima (RR) e ampliação da vigilância na
fronteira.

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

(Por José Roberto Gomes, em São Paulo; edição de Roberto
Samora)
(([email protected]; 55 11 5644 7762; Reuters
Messaging: [email protected]))


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