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(Texto atualizado com mais informações)
Por Laila Bassam
DAMASCO, 16 Abr (Reuters) – Uma visita de inspetores de
armas químicas ao local de um possível ataque com gás na Síria
foi adiada nesta segunda-feira, disseram autoridades britânicas
e russas, e potências ocidentais e a Rússia trocaram acusações
após ataques retaliatórios com mísseis liderados pelos Estados
Unidos.
A Rússia, principal aliada do presidente sírio, Bashar
al-Assad, criticou no domingo os EUA, o Reino Unido e a França
por se recusarem a esperar as conclusões da equipe de inspeção
da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) a
respeito do suposto ataque a Douma antes de dispararem seus
mísseis.
Inspetores da Opaq chegaram a Damasco no sábado e planejavam
ir a Douma, situada nos arredores da capital, nesta
segunda-feira, mas a delegação britânica na Opaq disse que a
Rússia e a Síria ainda não liberaram o acesso dos inspetores a
Douma.
O embaixador britânico, Peter Wilson, disse em uma coletiva
de imprensa em Haia que a Organização das Nações Unidas (ONU)
liberou a ida dos inspetores, mas que eles não conseguiram
chegar a Douma porque a Rússia e a Síria não foram capazes de
garantir sua segurança.
"O acesso irrestrito (é) essencial", disse um comunicado
britânico. "Rússia e Síria devem cooperar".
O vice-ministro das Relações Exteriores russo disse que o
atraso se deve aos ataques ocidentais.
O enviado dos EUA à Opaq disse que a Rússia pode ter
adulterado o local do ataque de 7 de abril, que organizações
humanitárias afirmam ter matado dezenas de homens, mulheres e
crianças.
"É com grande atraso que este conselho condena o governo
sírio por seu reino de terror químico e exige uma cobrança
internacional dos responsáveis por estes atos hediondos", disse
o embaixador norte-americano, Kenneth Ward, em comentários
vistos pela Reuters.
Os inspetores da entidade sediada em Haia se reuniram com o
vice-chanceler sírio, Faisal Mekdad, na presença de autoridades
russas e um funcionário de segurança sírio de alto escalão em
Damasco durante cerca de três horas no domingo.
Washington, enquanto isso, se preparava para aumentar a
pressão sobre a Rússia com novas sanções econômicas, e
chanceleres da União Europeia ameaçavam adotar medidas
semelhantes.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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