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(Texto atualizado com mais detalhes)
WASHINGTON, 4 Jun (Reuters) – O presidente dos Estados
Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira que não cometeu
qualquer irregularidade, mas que tem poder legal "absoluto" para
se perdoar, repetindo argumento apresentado por seus advogados
em um documento entregue ao procurador especial que investiga
uma suposta interferência da Rússia na eleição norte-americana
de 2016.
No documento, revelado pelo jornal New York Times no sábado,
os advogados de Trump sustentam que o presidente não poderia ter
obstruído a investigação uma vez que tem autoridade irrestrita
sobre todos os inquéritos federais, sob os poderes que a
Constituição lhe concede.
A carta de 20 páginas encaminhada em janeiro ao procurador
especial Robert Mueller foi uma resposta a pedidos recorrentes
do escritório de Mueller para interrogar Trump, segundo o NYT.
"Como foi afirmado por vários estudiosos legais, tenho o
direito absoluto de me perdoar, mas por que eu faria isso se não
fiz nada errado?", escreveu Trump no Twitter nesta
segunda-feira, reiterando sua afirmação de que o inquérito sobre
a Rússia é uma "caça às bruxas".
"A nomeação do procurador especial é totalmente
inconstitucional", disse Trump em outro tuíte.
A Rússia negou a avaliação de agências de inteligência dos
EUA segundo as quais Moscou procurou intervir na eleição de 2016
para melhorar as chances de Trump ser eleito. Trump também disse
não ter havido conluio com sua campanha.
No domingo, o advogado de Trump Rudy Giuliani disse em uma
entrevista ao programa "This Week", da rede ABC, que o
presidente provavelmente tem poder para se perdoar, mas que não
pretende fazê-lo.
Vários perdões concedidos por Trump, inclusive um da semana
passada a um comentarista político conservador condenado por
crimes de financiamento ilegal de campanhas, também criaram
dúvidas sobre a maneira como ele usa o poder de perdão
presidencial e levaram alguns estudiosos constitucionais,
analistas legais e parlamentares democratas a acusá-lo de minar
o Estado de Direito com perdões baseados em considerações
políticas.
(Por Susan Heavey e Doina Chiacu)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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