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(Texto atualizado com mais detalhes)
Por Maria Carolina Marcello
BRASÍLIA, 6 Dez (Reuters) – O presidente Michel Temer e o
presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), estão em "sintonia"
e chegarão a um consenso sobre a data de votação da reforma da
Previdência, que terá os votos necessários para ser aprovada
quando for pautada, afirmou nesta quarta-feira o líder do
governo no Senado e presidente nacional do PMDB, Romero Jucá
(RR).
Em entrevista após reunião da Executiva Nacional na qual o
PMDB decidiu fechar questão a favor da reforma, Jucá disse que a
tendência é de alta dos votos favoráveis à proposta. Admite, no
entanto, que a marcação de uma data pode ajudar na articulação
em torno da reforma.
"O presidente Temer e o deputado Rodrigo Maia estão em
estrita sintonia discutindo essa votação, portanto, no momento
oportuno, o deputado Rodrigo Maia irá pautar essa matéria",
disse Jucá a jornalistas.
"Portanto não há nenhum tipo de discrepância, de descompasso
entre o governo federal e a Câmara dos Deputados", disse, ao ser
questionado sobre a declaração de Maia nesta quarta-feira, que
contrapôs afirmações de governistas sobre a possibilidade de
votação na próxima semana.
Maia tem dito que prefere adotar uma postura mais realista
do que otimista. Ele reafirma que pautará a proposta quando
tiver garantias de que a medida conta com o apoio necessário
para ser aprovada. Por se tratar de uma Proposta de Emenda à
Constituição (PEC), a matéria precisa de 308 votos entre os 513
deputados em dois turnos de votação.
"Acho que temos que chegar a mais de 308 (votos), agora,
quando será pautado, o governo está tratando com o presidente
Rodrigo Maia e vão chegar a um consenso, vão chegar a uma data
comum, não tenho dúvida disso", afirmou Jucá.
Para o senador, a definição de uma data "estimula" a base e
permite que os parlamentares se programem. Sobre o fechamento de
questão do PMDB, disse esperar que a atitude seja seguida por
outros partidos da base, o que poderia, segundo o líder do
governo, "facilitar" o posicionamento dos deputados federais.
Já a respeito do fechamento de questão do PMDB, afirmou que
os parlamentares do partido que votarem contra a reforma da
Previdência serão punidos, mas não quis definir o tipo de
punição para "não parecer que é uma ameaça" aos
correligionários.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello; Edição de Alexandre
Caverni e Maria Pia Palermo)
(([email protected]; 55-11-56447702; Reuters
Messaging: [email protected]))

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