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(Texto atualizado com mais declarações)
7 Mai (Reuters) – O presidente Michel Temer classificou o
chamado inquérito dos portos, no qual é investigado se cometeu
crimes na edição de um decreto ano passado que mudou regras
portuárias, como um "processo kafkiano".
"Você já leu um livro do Franz Kafka, chamado 'O Processo'?
Você vai verificar o que é um processo kafkiano", disse Temer,
em entrevista à rádio CBN nesta segunda-feira.
"Porque esse é um caso extraordinariamente, digamos assim,
inadequado. É um processo que começa sem saber por que,
prossegue sem saber por que e certamente vai terminar sem saber
por que", acrescentou, referindo-se à investigação da qual é
alvo.
Pouco antes, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)
Luís Roberto Barroso havia prorrogado o inquérito por 60 dias,
acatando pedido da Polícia Federal.
Temer disse que respeita o Ministério Público, mas critica
membros da instituição que agem politicamente.
Ao ser questionado se receia ter o mesmo destino do
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso por corrupção e
lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá (SP), Temer
negou.
"Eu não temo não, não temo, acho que seria uma indignidade,
lamento estarmos falando sobre isso", respondeu o presidente.
Sobre a prisão de Lula, se seria correta ou não e se o
petista seria ou não um preso político, Temer preferiu não
opinar, dizendo que para isso precisa examinar os autos do
processo.
Lula está preso desde 7 de abril, cumprindo pena de 12 anos
e 1 mês. O petista nega ter cometido qualquer crime ou
ilegalidade e diz ser alvo de uma perseguição política promovida
por setores do Judiciário, do Ministério Público, da Polícia
Federal e da imprensa para impedi-lo de ser candidato.

(Por Alexandre Caverni
Edição de Tatiana Ramil)
(([email protected]; 5511 56447702; Reuters
Messenger: [email protected]))

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