Clicky

MetaTrader 728×90

(Texto reescrito com declarações do presidente e mais
informações)
Por Ricardo Brito
BRASÍLIA, 21 Nov (Reuters) – Um dia antes da provável
apresentação da nova versão da reforma da Previdência, o
presidente Michel Temer afirmou nesta terça-feira que o novo
texto não será "muito amplo", mas terá como objetivo
"sobreviver" nos próximos anos e evitar que o Brasil passe pelo
mesmo clima de países da Europa que adiaram as mudanças na
concessão de benefícios e depois tiveram de cortá-los.
"Nós estamos fazendo uma reforma que vai causar vantagens
para a Previdência Social, mas ela não é muito ampla. Nós temos
o limite de gastos e vamos equiparar o sistema público ao
privado", disse Temer, em cerimônia no Palácio do Planalto de
lançamento de um pacote de ações digitais a fim de melhorar o
atendimento e a qualificação dos trabalhadores, o Emprega
Brasil.
Para Temer, é preciso fazer isso para sobreviver e permitir
a continuidade no pagamento das pensões. Ele citou que, na
Europa, países que não fizeram mudanças na previdência tiveram
de posteriormente cortar o pagamento de 40 por cento das
aposentadorias e dos vencimentos dos funcionários públicos,
situação que ele classificou de "um drama brutal".
O presidente disse que a reforma não vai causar "prejuízo
para ninguém" e destacou que está trabalhando juntamente com o
Congresso e a sociedade para fazer esse esclarecimento público,
o que não é uma publicidade. Ele citou que vai haver peças na
televisão e nos jornais que vão falar sobre as mudanças.
"Trata-se de esclarecimento porque as manifestações
equivocadas em relação à Previdência Social têm sido muito
amplas e volto a dizer equivocadas", criticou.

ENTROSAMENTO
No discurso, o presidente destacou o "entrosamento" que tem
com o Congresso Nacional, que foi capaz de levar as medidas
adiante. Ele disse que tem atuado para fazer um trabalho
harmônico, com o apoio dos "nossos" líderes do Congresso. "A
primeira palavra quando assumimos era diálogo, o que antes não
existia", disse ele, numa referência indireta ao governo da
petista Dilma Rousseff, de quem era vice-presidente.
Temer disse que a cerimônia no Planalto era para tratar da
maior prioridade do governo, que é a geração de empregos. Ele
citou os mais recentes números do Caged que apontou, mais uma
vez, um saldo positivo na criação de empregos formais e destacou
ainda que o governo trabalha, com as medidas tomadas, para
colocar o Brasil no século XXI.
"Tínhamos que sair de uma recessão muito preocupante,
levamos 6, 7 meses para sair da recessão e logo em seguida
começamos a produzir dados positivos", afirmou.
Num momento em que precisa de apoio do Congresso para
aprovar a reforma da Previdência, o presidente disse que o
ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, deputado federal
licenciado pelo PTB, tem feito um "trabalho excelente", assim
como "naturalmente" os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha,
o da Secretaria de Governo, o tucano Antonio Imbassahy, e o
"ministério todo". Imbassahy sentou-se no palco da cerimônia e
vários deputados prestigiaram o encontro.
Nos últimos dias, Temer tem feito uma série de gestos em
favor de Imbassahy, mesmo às vésperas do provável desembarque do
PSDB do governo e no momento em que peemedebistas pressionam
para ocupar o cargo da Secretaria de Governo na reforma
ministerial "pontual" para tentar aprovar a versão enxuta da
Previdência na Câmara este ano.
O presidente disse ter uma "honra extraordinária" de
presidir o país, tendo um ministério desta "jaez" e amparado
pelo Congresso. Ele afirmou que sempre busca a harmonia entre os
Poderes e, quando isso não ocorre, gera uma
"inconstitucionalidade".

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

REVOLUCIONÁRIA
Antes de Temer, o ministro do Trabalho classificou de
"revolucionária" a plataforma de prestação de serviços na área
de emprego.
Segundo ele, são quatro ações complementares. O primeiro
deles é o Sine Fácil, aplicativo de busca de empregos. O segundo
ponto é a carteira de trabalho digital, que tem potencial para
abranger 70 milhões de pessoas. Há ainda o seguro-desemprego que
vai funcionar como uma espécie de papa-filas, para reduzir os
custos e o tempo para a requisição do benefício. Por último, há
a Escola do Trabalhador que deverá fornecer cursos para ajudar o
trabalhador com o potencial de atingir 6 milhões de pessoas.
"Menos burocracia, mais agilidade e mais eficiência",
resumiu Nogueira sobre o pacote.
O presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Ives Gandra
Martins Filho, também elogiou o pacote digital e as
recém-aprovadas mudanças na legislação trabalhista.
"Hoje nós temos todo um instrumental jurídico e tecnológico
para que o trabalhador brasileiro consiga rapidamente ser
empregado", disse o presidente do TST. "Entendo que estamos
dando passos seguros para a modernidade das relações
trabalhistas no Brasil", completou.

(Edição de Alexandre Caverni)
(([email protected]; 5511 56447702; Reuters
Messenger: [email protected]))


Assuntos desta notícia