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(Texto atualizado com mais informações e declarações)
Por Ricardo Brito
BRASÍLIA, 7 Dez (Reuters) – O presidente Michel Temer
acertou, em reunião com lideranças da Câmara na tarde desta
quinta-feira, somente colocar em votação a nova versão da
reforma da Previdência na semana entre os dias 18 e 22 de
dezembro, a última de atividade legislativa do Congresso.
O líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB),
disse que "ficou acordado que o dia para podermos apreciar a PEC
da reforma da Previdência seria no próximo dia 18". Segundo uma
fonte palaciana, a intenção é buscar a votação do segundo turno,
logo em seguida, com a aprovação de um pedido para quebrar os
prazos regimentais.
A avaliação foi que, com mais uma semana de trabalho para
convencer deputados da base, será possível garantir uma margem
de segurança para aprovar o texto.
No meio da tarde, o presidente recebeu no Palácio do
Planalto a visita do presidente da Câmara, Rodrigo Maia
(DEM-RJ), e dos líderes do governo, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB),
do PP, Arthur Lira (AL), do DEM, Efraim Filho (PB), do PRB,
Cleber Verde (MA), e um dos vice-líderes do governo na Casa,
Beto Mansur (PRB-SP).
No encontro, segundo a fonte, foi feita a apresentação de
uma contabilidade dos apoios do governo à reforma. Os cálculos
apontam que o governo teria 280 votos certos a favor da
proposta, menos do que os 308 votos necessários para aprovar a
Proposta de Emenda à Constituição.
O trabalho dos governistas será o de conquistar o voto de ao
menos 30 a 40 deputados que estariam propensos a apoiar a
reforma.
"Nós vamos trabalhar com uma margem de segurança que possa
nos garantir os 308 votos", disse Aguinaldo Ribeiro a
jornalistas. "Obviamente que sempre trabalhamos com um pouco
mais dessa margem de segurança, um pouco acima de 320 votos."
Com mais uma semana para buscar novos apoios, o governo
pretende intensificar as articulações com os partidos da base.
Uma das ideias em estudo, segundo a fonte palaciana, é até
mesmo acenar com o retorno aos cargos no Executivo de
apadrinhados de deputados que tenham votado contra Temer nas
duas denúncias, desde que votem a favor da Previdência. Essa
sugestão foi feita por Rodrigo Maia na véspera, em jantar
promovido por Temer com dirigentes partidários no Palácio da
Alvorada.
"Quem voltar ao governo, poderá contar com as benesses de
ser governo", disse a fonte.
O Palácio do Planalto espera conquistar votos em partidos da
base que não devem fechar questão. As principais preocupações
estão, no momento, no PSD e no PR, dois partidos que têm
resistido a apoiar a proposta.
Mais cedo, o presidente do Congresso, senador Eunício
Oliveira (PMDB-CE), havia anunciado a convocação de um sessão
conjunta da Câmara e do Senado na próxima semana para votar,
entre outro itens, a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2018. Se a
LOA for votada na semana que vem, a Câmara poderá se dedicar
exclusivamente à reforma da Previdência na semana
seguinte.

(Reportagem adicional de Maria Carolina Marcello; Edição de
Alexandre Caverni)
(([email protected]; 55-11-56447702; Reuters
Messaging: [email protected]))

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