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(Texto atualizado com mais detalhes)
Por Thomas Escritt
BERLIM, 7 Dez (Reuters) – O Partido Social-Democrata alemão
(SPD) aprovou nesta quinta-feira iniciar uma negociação com os
conservadores liderados pela chanceler Angela Merkel sobre a
formação de um governo, depois de o líder do partido fazer um
apelo apaixonado por liberdade para trabalhar por um modelo de
"Estados Unidos da Europa" social.
A votação abriu o caminho para um diálogo que pode resolver
o impasse no qual se encontra a potência econômica europeia,
depois que Merkel e o SPD perderam apoio nas eleições de
setembro, complicando bastante a aritmética no Parlamento.
Martin Schulz insistiu para que os membros relutantes do SPD
se mostrassem receptivos ao movimento de Merkel para renovar a
coalizão que governou a Alemanha pelos últimos quatro anos,
dizendo que o partido tinha a responsabilidade de reviver a
social-democracia no país.
Uma nova "grande coalizão" com o reticente SPD é a maior
esperança de Merkel para prolongar os seus 12 anos no poder,
depois que negociações com dois partidos menores fracassaram,
dando a um reduzido SPD grande influência em qualquer diálogo.
"A questão não é ter uma grande coalizão ou não ter uma
grande coalizão", afirmou Schulz num discurso no congresso do
partido. "Nem ter um governo de minoria ou novas eleições. Não.
É como exercitamos a nossa responsabilidade, inclusive para a
próxima geração."
Schulz disse que o partido só se recupera se puder ofercer
uma visão clara de uma Alemanha e uma Europa que funcionem para
os seus cidadãos, defendendo uma integração europeia mais
profunda e o que chamou de "Estados Unidos da Europa" até 2025.
"A Europa nem sempre funciona para o seu povo, mas de forma
frequente demais para as grandes empresas", afirmou ele,
apresentando uma visão populista que vai além da abertura da
própria Merkel para reformas estruturais e racionalização
burocrática.
Negociações entre os dois partidos são esperadas para
começar de fato no próximo ano. Um congresso extraordinário terá
que ocorrer, nos quais os membros do partido votarão o acordo
final, que pode não prever uma coalizão formal, e no qual pode
constar a tolerância a um governo minoritário.
((Tradução Redação São Paulo, 55 11 56447505))
REUTERS MPP


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