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(Texto atualizado com mais detalhes)
Por Steve Holland
WASHINGTON, 21 Mai (Reuters) – O Departamento de Justiça dos
Estados Unidos concordou nesta segunda-feira em expandir sua
investigação sobre suposto conluio da Rússia na eleição de 2016
para incluir “quaisquer irregularidades” em táticas do FBI
envolvendo a campanha presidencial do presidente Donald Trump,
disse uma porta-voz da Casa Branca.
Trump sugeriu na sexta-feira que o FBI pode ter colocado ou
recrutado um informante em sua campanha presidencial por razões
políticas, citando relatos não identificados de que ao menos um
representante do FBI foi “implantado”.
O acordo aconteceu durante um encontro que Trump teve com o
vice-secretário de Justiça, Rod Rosenstein, e com o diretor do
FBI, Christopher Wray, disse a porta-voz, Sarah Sanders.
O Departamento de Justiça “pediu para o inspetor-geral
expandir sua investigação atual para incluir quaisquer
irregularidades com a as táticas do FBI ou do Departamento de
Justiça no que diz respeito à campanha de Trump”, disse Sanders
em comunicado.
Investigadores federais estão investigando se alguém na
campanha de Trump trabalhou com a Rússia para inclinar a eleição
a favor do candidato republicano. Trump negou qualquer conluio e
repetidamente rejeitou a investigação como uma “caça às bruxas”.
Trump disse em publicação no Twitter no domingo que iria
exigir que o Departamento de Justiça analisasse se o FBI
“infiltrou ou monitorou a campanha Trump por propósitos
políticos – e se quaisquer exigências ou pedidos de tal tipo
foram feitos por pessoas dentro do governo Obama”.
Horas depois, uma porta-voz disse que o departamento pediu
para seu inspetor-geral expandir uma revisão do processo de
solicitação de mandados de segurança para determinar se houve
impropriedade ou motivação política na maneira como o FBI
conduziu sua investigação.
O FBI estava analisando os laços da campanha eleitoral de
Trump com Moscou antes do procurador especial Robert Mueller
assumir a investigação há um ano.
“Se alguém se infiltrou ou se houve participantes de
vigilância em uma campanha presidencial por propósitos
impróprios, nós precisamos saber disto e tomar ação apropriada”,
disse Rosenstein em comunicado na noite de domingo.
Democratas disseram que Mueller e sua investigação deveriam
ser protegidos e que informação, como sobre qualquer informante,
não deveria ser compartilhada com o Congresso.
As regulações do Departamento de Justiça “protegem este tipo
de informação de revelação ao Congresso por razões legítimas
investigativas e de privacidade”, disse a senadora Dianne
Feinstein, democrata de mais alto escalão no Comitê Judiciário
do Senado, em carta a Rosenstein nesta segunda-feira.
Trump mostrou sinais crescentes de impaciência com a
investigação liderada por Mueller, que entra em seu segundo ano,
dizendo que a investigação é politicamente motivada e possui
raízes no governo do ex-presidente democrata Barack Obama.
Seus aliados republicanos no Congresso, liderados pelo
presidente do Comitê de Inteligência da Câmara dos Deputados,
Devin Nunes, têm enviado a mesma mensagem.
Em março, o inspetor-geral do Departamento de Justiça
realizou uma revisão sobre acusações de parlamentares
republicanos de que o FBI cometeu sérios erros quando buscou um
mandado para monitorar um ex-assessor da campanha eleitoral de
Trump em 2016.
O inspetor-geral do Departamento de Justiça, Michael
Horowitz, disse que sua revisão irá examinar se o FBI e o
Departamento de Justiça seguiram procedimentos adequados quando
solicitaram um mandado na Corte de Vigilância de Inteligência
Estrangeira para conduzirem secretamente vigilância do
ex-assessor Carter Page e seus laços com a Rússia.
Nem Trump, nem seu advogado, Rudy Giuliani, forneceram
quaisquer evidências de infiltração do governo na campanha
presidencial de Trump.
(Reportagem de Steve Holland, Doina Chiacu, Roberta Rampton
e Patricia Zengerle)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447759))
REUTERS ES


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