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(Texto atualizado com mais detalhes)
Por Wendell Roelf
CIDADE DO CABO, 15 Fev (Reuters) – Cyril Ramaphosa foi
eleito presidente da África do Sul em votação parlamentar nesta
quinta-feira, depois que Jacob Zuma renunciou ao cargo com
relutância, cumprindo ordens do partido governista Congresso
Nacional Africano (CNA).
O principal índice do mercado de ações sul-africano subiu
quase 4 por cento, o colocando no caminho de seu maior salto em
um dia em mais de dois anos, enquanto investidores acolhiam a
renúncia de Zuma após nove anos no poder marcados por alegações
de corrupção.
O rand , que tem se valorizado sempre que Zuma
enfrenta instabilidade política, chegou a uma máxima de quase
três anos em relação ao dólar após a renúncia.
Entretanto, o caminho de volta à prosperidade e ao
autorrespeito no governo de Ramaphosa, que se tornou o líder do
CNA em dezembro, será longo e difícil em uma nação ainda
polarizada por questões de raça e desigualdade mais de duas
décadas após o fim do apartheid.
Mesmo assim, a saída de Zuma na noite de quarta-feira
forneceu evidências da força das instituições democráticas da
África do Sul, desde seus tribunais, passando pela mídia e
chegando à Constituição.
Ramaphosa foi eleito sem oposição pelo Parlamento como
sucessor permanente de Zuma, e declarado devidamente eleito pelo
chefe do Judiciário da África do Sul, Mogoeng Mogoeng.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 22237141))
REUTERS MCP AC


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