Clicky

MetaTrader 728×90

(Texto atualizado com declarações do prefeito à Reuters)
Por Lisandra Paraguassu
BRASÍLIA, 4 Jan (Reuters) – O prefeito de Porto Alegre,
Nelson Marchezan Júnior (PSDB), pediu ao governo federal tropas
do Exército e da Força Nacional de Segurança para reforçar a
segurança da capital gaúcha durante o julgamento do
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo Tribunal Regional
Federal da 4ª Região, no final deste mês.
Em ofício endereçado ao presidente Michel Temer, Marchezan
Júnior cita uma "ameaça de ocupação de espaços públicos", "a
menção à desobediência civil" por parte de políticos e o
"iminente perigo à ordem pública e à integridade dos cidadãos"
como razões para o pedido.
"Estamos manifestando nossa preocupação com o patrimônio
coletivo e com a integridade física dos cidadãos e de Porto
Alegre. Foi uma forma administrativa e política de mostrar nosso
apoio e nosso pedido de ajuda para legitimar todas as ações do
governo federal e do Estado para nos apoiarem", disse o prefeito
à Reuters.
De acordo com o Palácio do Planalto, o ofício chegou esta
manhã à Presidência e será encaminhado aos ministérios
responsáveis –Defesa e Justiça– para que o pedido seja
analisado.
Consultado pela Reuters, o Ministério da Justiça informou
que prefeitos não têm prerrogativa de pedir o uso da Força
Nacional. De acordo com a lei, os pedidos devem ser feitos pelos
governadores ou, em casos excepcionais, como para proteger uma
obra de infraestrutura, por ministros.
Além disso, a Força Nacional já está no Rio Grande do Sul,
auxiliando em ações de segurança no Estado, dentro do Plano
Nacional de Segurança.
Marchezan Júnior disse que enviou o mesmo ofício endereçado
a Temer ao secretário de Segurança do Rio Grande do Sul, Cézar
Schirmer, e ao governador do Estado, José Ivo Sartori (PMDB).
Segundo o prefeito, o pedido representa um "registro da nossa
preocupação e do nosso apoio a qualquer estrutura pública para
cumprimento da ordem".
A avaliação do secretário Schirmer é de que não há
necessidade de apoio da Força Nacional, e muito menos do
Exército, por conta do julgamento de Lula.
"Claro que eu compreendo a preocupação do prefeito, mas a
questão está sendo tratada adequadamente", disse à Reuters o
secretário. "Mas estamos atentos, preocupados. Queremos
preservar a liberdade de manifestação, dentro da lei e da ordem.
Não queremos que se instale clima de guerra e hostilidade, isso
não constrói nada".
O ex-presidente Lula será julgado em segunda instância em
Porto Alegre, no dia 24 deste mês, após ter sido condenado a 9
anos e 6 meses de prisão pelo juiz federal Sérgio Moro, do
Paraná, em julho do ano passado, no caso envolvendo um tríplex
no Guarujá.
Como fizeram em Curitiba, movimentos sociais e partidos de
esquerda organizam protestos para o dia do julgamento e prometem
levar vários ônibus de manifestantes para Porto Alegre.
A Justiça local proibiu o MST e demais manifestantes de
acamparem no Parque da Harmonia, que fica em frente ao prédio do
TRF-4, mas autorizou uma vigília. Os manifestantes procuram
outros locais de acampamento.
Em Curitiba, os grupos sociais também fizeram acampamentos e
vigílias, mas não foram chamados nem o Exército nem a Força
Nacional. A segurança foi reforçada com homens da própria
Polícia Militar paranaense.

(Edição de Pedro Fonseca)
(([email protected]; +55.61.34267000;
Reuters Messaging:
[email protected]))

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

Assuntos desta notícia