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(Texto reescrito e atualizado com mais informações)
BRASÍLIA, 5 Dez (Reuters) – A Procuradoria-Geral da
República (PGR) denunciou o ex-ministro Geddel Vieira Lima o
irmão dele, o deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), e
mais quatro pessoas ao Supremo Tribunal Federal (STF) no caso
referente à apreensão de 51 milhões de reais em um apartamento
em Salvador (BA), a maior desse tipo feita pela Polícia Federal,
em setembro passado.
Na denúncia, de 65 páginas, Geddel e Lúcio foram acusados
criminalmente de lavagem de dinheiro e organização criminosa. A
peça sustenta que a família Vieira Lima ocultou de 2010 a
setembro deste ano recursos de origem ilícita. A acusação cita
que eles lavavam dinheiro por meio de investimentos
imobiliários.
Foram também denunciadas a mãe dos políticos, Marluce Vieira
Lima, os ex-secretários parlamentares, Job Ribeiro Brandão e
Gustavo Pedreira do Couto Ferraz e o empresário Luiz Fernando
Machado da Costa Filho.
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, defendeu a
possibilidade de se extinguir a punição ou ter outros tipos de
benefícios penais dos ex-secretários parlamentares denunciados
por eles terem colaborado com as investigações.
Em um pedido separado, Dodge defendeu ao Supremo a
instauração de novo inquérito para apurar se a família Vieira
Lima teria se apropriado de valores pagos pela Câmara a
secretários parlamentares. A apuração quer saber também se os
secretários exerciam efetivamente funções públicas ou se
trabalhavam para a família prestando serviços privados.
A procuradora-geral também pediu a prisão domiciliar da mãe
dos políticos e o recolhimento noturno e nos dias de folga de
Lúcio Vieira Lima com o argumento de que eles continuam a
praticar crimes e obstruir a investigação.
Os pedidos foram encaminhados ao ministro Edson Fachin, a
quem cabe fazer a instrução da denúncia e levá-la para
julgamento colegiado, assim como se manifestar sobre as demais
iniciativas apresentadas por Dodge. Se a denúncia for aceita,
eles viram réus e, posteriormente, poderão ser julgados.
Na semana passada, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha,
afirmou que o presidente Michel Temer não tem receio de uma
eventual delação de Geddel, importante aliado que foi seu
ministro da Secretaria de Governo. Ele está preso desde
setembro.

(Reportagem de Ricardo Brito; Edição de Eduardo Simões)
(([email protected]; 55 11 5644 7759; Reuters
Messaging: [email protected]))

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