Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 728×90

(Texto atualizado com nome do doleiro preso pela PF e valores
movimentados pelo esquema)
RIO DE JANEIRO, 15 Mai (Reuters) – Um operador financeiro
que havia fechado acordo de delação premiada com a força-tarefa
da operação Lava Jato foi preso nesta terça-feira pela Polícia
Federal por suspeita de lavagem de dinheiro para o tráfico
internacional de drogas, informou a PF.
A prisão do doleiro Carlos Alexandre de Souza Rocha,
conhecido como "Ceará", faz parte de uma operação deflagrada
para desarticular estrutura comandada por um dos maiores
traficantes da América do Sul suspeito de ter movimentado ao
menos 140 milhões de dólares somente entre 2014 e 2017, segundo
a polícia.
De acordo com a PF, o doleiro investigado na Lava Jato foi
preso nesta manhã junto com mais sete pessoas no âmbito da
operação Efeito Dominó, que envolveu cerca de 90 agentes da
Polícia Federal para cumprimento de mandados de prisão e de
busca e apreensão nos Estados do Rio de Janeiro, Pernambuco,
Ceará, Paraíba, Mato Grosso do Sul e São Paulo, além do Distrito
Federal.
O objetivo da ação é desarticular um esquema de lavagem de
dinheiro do tráfico de drogas comandado por Luiz Carlos da
Rocha, conhecido como Cabeça Branca, que foi preso em julho do
ano passado pela PF acusado de ser um dos "barões das drogas".

"As investigações demonstram robustos indícios a cerca do
modus operandi da organização criminosa… pois de um lado havia
a necessidade de disponibilidade de grande volume de reais em
espécie para o pagamento de propinas, e, de outro, traficantes
internacionais como Luiz Carlos da Rocha possuíam
disponibilidade de recursos em moeda nacional e necessitavam de
dólares para efetuar as transações internacionais com
fornecedores de cocaína", disse a PF em comunicado.
O delegado da PF Roberto Biasoli, responsável pela
investigação, disse em entrevista coletiva que "Ceará" vinha
atuando em parceria com o "Cabeça Branca" pelo menos desde 2016.
Segundo a PF, a Procuradoria Geral da República e o Supremo
Tribunal Federal serão comunicados sobre a prisão do réu
colaborador para avaliação quanto a quebra do acordo firmado.
Além do doleiro investigado pela Lava Jato, outro operador
financeiro já havia sido investigado pelas autoridades por
lavagem de dinheiro, este na chamada operação Farol da Colina,
que investigou o caso do Banestado, acrescentou a PF.
A ação desta terça-feira é um desdobramento da chamada
operação Spectrum, que prendeu Luiz Carlos da Rocha em julho de
2017.

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

(Por Pedro Fonseca
Edição de Raquel Stenzel)
(([email protected]; 55 21 2223-7128; Reuters
Messaging:[email protected]))


Assuntos desta notícia

Join the Conversation