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(Texto atualizado com mais informações e contexto)
BRASÍLIA, 16 Jan (Reuters) – A Petrobras fechou um
acordo bilionário para encerrar ação de investidores contra a
companhia nos EUA porque foi "obrigada", devido aos enormes
riscos envolvidos nos processos, e negociações semelhantes junto
a outros países não estão em cogitação, disse nesta terça-feira
o presidente da estatal, Pedro Parente.
"Não temos qualquer disposição de fechar acordo em outras
jurisdições, a menos que as respectivas legislações, e depois de
um processo longo como o que aconteceu nos Estados Unidos,
venham a demandar da empresa. Se isso acontecer e ela for
forçada a isso, sim, mas disposição da empresa de fazer outros
acordos não existe", afirmou.
A estatal anunciou em 3 de janeiro que um acordo para pagar
2,95 bilhões de dólares em troca do encerramento de uma ação
coletiva nos EUA, decorrente das perdas provocadas pelo
envolvimento da companhia nos desvios revelados pela operação
Lava Jato, da Polícia Federal.
Parente, que falou com jornalistas após reunião com o
Tribunal de Contas da União (TCU), defendeu ainda que a reação
positiva das ações da petroleira no Brasil após o acordo nos EUA
mostra que os investidores em geral gostaram do desfecho do
caso.
"O acordo foi muito bem recebido pelo mercado… o preço da
ação da Petrobras desde o anúncio do acordo tem tido um
desempenho muito positivo", disse.
Ele reforçou ainda que valores recuperados na Justiça pela
Petrobras após desvios revelados pela Lava Jato têm beneficiado
os investidores brasileiros da petroleira.

REUNIÕES
Segundo Parente, a reunião com representantes do TCU nesta
terça-feira tratou justamente de acordo fechado pela estatal
junto aos investidores norte-americanos, mas ele afirmou que
ainda não é possível avaliar como o assunto será tratado pelo
tribunal.
O executivo explicou que apenas prestou esclarecimentos ao
tribunal de contas, que decidirá posteriormente como conduzir
suas fiscalizações sobre o negócio.
"As próximas etapas são aquelas que são normais de acordo
com os calendários do próprio tribunal. Naturalmente, nos
colocamos à disposição para esclarecimentos técnicos", afirmou.
O presidente da Petrobras revelou também que teria ainda
nesta terça-feira uma reunião com o ministro da Fazenda,
Henrique Meirelles, para tratar da chamada "cessão onerosa".
Pelo contrato da cessão onerosa, assinado em 2010, a
Petrobras ganhou o direito de explorar áreas do pré-sal sem
licitação em troca de um pagamento bilionário ao governo. Mas o
acordo já previa uma renegociação dos valores envolvidos depois
da declaração de comercialidade das áreas, que já aconteceu.
Questionado por jornalistas, Parente disse que, se
dependesse da Petrobras, a renegociação do contrato da cessão
onerosa poderia ser concluída ainda em 2018.
Ele também reforçou que a petroleira avalia ser credora em
uma renegociação do contrato com a União.
"A Petrobras tem direitos a receber em relação a esse
acordo", defendeu.

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(Por Marcela Ayres; Texto de Luciano Costa; Edição de Maria Pia
Palermo)
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