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(Texto atualizado com aprovação de projeto de financiamento no
Senado)
Por Susan Cornwell e Richard Cowan
WASHINGTON, 22 Jan (Reuters) – Senadores dos Estados Unidos
selaram um acordo na segunda-feira para encerrar uma paralisação
de três dias no governo conforme os democratas concordaram em
acabar com o impasse em troca de uma promessa dos republicanos
do presidente Donald Trump de debater o futuro de jovens
imigrantes ilegais.
A legislação para renovar o financiamento do governo recebeu
com facilidade apoio suficiente em votação no Senado e a
expectativa era que fosse aprovada pela Câmara dos Deputados,
permitindo que o governo voltasse a funcionar plenamente até 8
de fevereiro.
A maioria dos parlamentares democratas havia inicialmente se
oposto à lei de financiamento, exigindo que o Senado também
aprovasse proteções para jovens imigrantes ilegais conhecidos
como os "sonhadores".
Líderes democratas –preocupados sobre serem culpados por
uma paralisação prejudicial– aceitaram uma promessa republicana
de realizar um debate no Senado sobre imigração e os 700 mil
"sonhadores" que foram trazidos aos Estados Unidos ilegalmente
quando crianças.
As negociações de Trump com o líder democrata no Senado,
Chuck Schumer, acabaram em recriminações e dedos apontados na
sexta-feira e o acordo para encerrar a paralisação do governo
foi feito sem ele.
O presidente republicano fez um novo ataque aos democratas
enquanto comemorava.
"Eu estou contente que os democratas no Congresso caíram na
realidade", disse Trump em nota. "Nós vamos fazer um acordo de
longo prazo sobre imigração caso seja e apenas se for bom para o
país."
Milhares de funcionários públicos haviam começado a
paralisar operações devido à falta de financiamento nesta
segunda-feira, o primeiro dia útil desde a paralisação, mas
serviços essenciais como segurança e operações de defesa tinham
continuado.
A paralisação prejudicou a imagem de Trump feita por ele
mesmo de um negociador que consertaria a cultura quebrada em
Washington.
E forçou Trump a cancelar uma viagem no fim de semana à sua
residência de Mar-a-Lago, na Flórida, além de criar incerteza
sobre sua viagem agendada para esta semana ao Fórum Econômico
Mundial em Davos, na Suíça.
O governo dos Estados Unidos não consegue operar
inteiramente sem leis de financiamento que são votadas
regularmente pelo Congresso. Washington tem sido alvo de
frequentes ameaças de paralisação nos últimos anos, com os dois
partidos brigando sobre gastos, imigração e outras questões. A
última paralisação do governo dos EUA ocorreu em 2013.
(Reportagem adicional de David Morgan, Ginger Gibson, Amanda
Becker, Blake Brittain, Susan Heavey, Steve Holland, Diane
Bartz, Lucia Mutikani, Yasmeen Abdutaleb e Patricia Zengerle)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447702))
REUTERS AC


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