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(Texto atualizado com mais informações)
RIO DE JANEIRO, 11 Out (Reuters) – Carlos Arthur Nuzman
renunciou à presidência do Comitê Olímpico do Brasil (COB),
órgão que ele comandava há 22 anos, e será substituído pelo vice
Paulo Wanderley Teixeira, informou o COB nesta quarta-feira, uma
semana após a prisão do dirigente.
Nuzman, que tinha mandato até 2020, está preso
preventivamente acusado de intermediar a compra de votos para a
cidade do Rio de Janeiro ganhar o direito de sediar os Jogos
Olímpicos de 2016.
O anúncio da renúncia foi feito através de uma carta
encaminhada pelo dirigente à Assembleia Geral Extraordinária do
COB, que acontece nesta quarta-feira e que foi convocada para
tratar do caso envolvendo a prisão de Nuzman.
O dirigente alegou que precisa de tempo para se defender da
acusação de intermediar a compra de votos para a Rio 2016.
"Considerando-se, todavia, a necessidade de dedicar-me,
integralmente, ao pleno exercício do meu direito de defesa,
renuncio de modo irrefutável e irretratável ao cargo de
presidente do Comitê Olímpico Brasileiro bem como ao de membro
honorário de sua Assembleia Geral", diz a carta assinada por
Nuzman.
No fim de semana, o COB já tinha divulgado um pedido de
afastamento temporário de Nuzman da presidência da entidade e do
Comitê Organizador dos Jogos de 2016.
Nuzman foi preso temporariamente na última quinta-feira, em
sua casa, no Rio de Janeiro, e na segunda-feira a prisão foi
convertida em preventiva, equivalente a uma detenção por tempo
indeterminado.
A defesa de Nuzman já protocolou na Justiça do Rio de
Janeiro pedidos de habeas corpus do dirigente esportivo.
Em princípio, Nuzman será substituído pelo vice-presidente
do COB, Paulo Wanderley Teixeira, que é ligado ao judô
brasileiro.
(Por Rodrigo Viga Gaier; edição de Tatiana Ramil)
(([email protected]; 5511 56447765; Reuters
Messaging: [email protected]))


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