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(Texto reescrito e atualizado com mais informações e
declarações)
BRASÍLIA, 30 Jan (Reuters) – Ainda estacionado na marca de
270 deputados favoráveis à reforma da Previdência, mesmo patamar
que se encontrava em dezembro do ano passado, o governo retomou,
com lideranças da base, a contagem de votos para a proposta, que
tem votação prevista para a semana do dia 19 de fevereiro.
Governistas admitem que há problemas em todas as bancadas de
partidos aliados, desde o MDB, partido de Temer, até em bancadas
de legendas menores.
"Estou convencido, como estão convencidos os líderes, que
essa aprovação (da reforma) é muito possível", disse a
jornalistas o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun,
após reunião com lideranças da base na casa do presidente da
Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).
"Tenho uma confiança de que a aprovação é certa. Respeito a
opinião da maioria de que ela é possível e que ainda existe um
grande trabalho a ser feito" afirmou.
"Cerca de 270, nós entendemos, que temos esses votos já,
digamos, garantidos… temos ainda um grande desafio para
aprovar ainda no mês de fevereiro essa reforma", avaliou o
ministro.
Ainda que deixem claro a disposição para dialogar,
governistas saíram da reunião deixando claro que o texto a ser
levado ao plenário da Câmara será aquele anunciado em dezembro,
sem mudanças no tema de servidores públicos.
O vice-líder do governo na Câmara Beto Mansur (PRB-SP)
lembrou, no entanto, que os parlamentares têm liberdade de
alterar a proposta em plenário.
"Você tem problemas em todas as bancadas, desde a bancada do
partido do presidente, que é o MDB, até as menores bancadas…
em todo lugar você tem eventualmente um questionamento aqui e
ali, uma indecisão aqui e ali, ou alguém que está contra
verdadeiramente, que é uma coisa que respeito", afirmou o
deputado ao deixar a reunião.
"É claro que o governo está aberto ao diálogo, até porque
quem vai decidir a emenda aglutinativa dentro do plenário são os
parlamentares. Agora, o governo não é o senhor da razão nesse
processo, os parlamentares é que vão decidir", disse o
vice-líder, que defende a votação da proposta na semana do dia
19 de fevereiro, mesmo que o governo não conte com os votos
necessários para aprová-la.
O Palácio do Planalto batalha para obter os votos
necessários para aprovar a reforma da Previdência na Câmara em
fevereiro. Por se tratar de uma Proposta de Emenda à
Constituição (PEC), a reforma precisa de ao menos 308 votos
favoráveis dentre os 513 deputados em dois turnos de votação.
Depois, ainda precisa passar pelo Senado.
Documento obtido pela Reuters com uma fonte do setor privado
mostra uma lista de quase 90 parlamentares que o governo vê como
indecisos sobre a reforma. Fonte palaciana confirmou a
existência da lista e a estratégia de ter a ajuda dos agentes de
mercado e empresários no esforço pela aprovação da proposta. As
duas fontes pediram para não serem identificadas.
Segundo Mansur, não foi feita uma contabilidade de votos na
reunião desta terça-feira. O deputado calcula, no entanto, que
há aproximadamente 270 votos favoráveis à PEC.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello; Edição de Eduardo
Simões)
(([email protected]; 55 11 5644 7759; Reuters
Messaging: [email protected]))

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