Clicky

MetaTrader 728×90

(Texto reescrito com mais informações)
Por Ricardo Brito
BRASÍLIA, 8 Dez (Reuters) – Na véspera da convenção do PSDB
que deverá selar a chegada de uma nova cúpula não totalmente
alinhada com o Palácio do Planalto, o ministro da Secretaria de
Governo, Antonio Imbassahy, entregou ao presidente Michel Temer
sua carta de demissão do cargo, o que foi aceito.
Segundo uma fonte palaciana, não há uma decisão sobre
substituição ainda nesta sexta-feira do cargo. A maneira como se
daria a saída de Imbassahy vinha sendo negociada há dias no
Planalto como forma de garantir a manutenção do apoio do PSDB
–a terceira maior bancada da Câmara– à reforma da Previdência.
O PMDB da Câmara pressiona para emplacar um dos vice-líderes
do partido, Carlos Marun (MS), no ministério, chegando,
inclusive, a anunciar que Temer havia escolhido ele para o posto
dias atrás. Lideranças do centrão também defendiam há meses a
queda do tucano e boicotavam a atuação dele no Planalto.
Na carta, Imbassahy disse que fazer parte do governo foi uma
"honra" e que pretende continuar a contribuir com o país de
volta à Câmara dos Deputados. Após fazer um balanço da sua
atuação, citando, por exemplo, a votação das reformas
trabalhista e do ensino médio, ele defendeu que o momento é de
centrar esforços na reforma da Previdência.
"Agora precisamos novamente do apoio do Congresso para
avançar com a reforma da Previdência, garantindo
sustentabilidade ao sistema em benefício das próximas gerações",
disse Imbassahy.
O ex-ministro, que destacou que "novas circunstâncias" se
impõem no horizonte, agradeceu ao PSDB ao afirmar que o partido
entendeu que, após o impeachment da ex-presidente Dilma
Rousseff, e por coerência com sua história, "não poderia se
omitir nesse processo de recuperação do país".
"Decidiu apoiar o seu governo sem contrapartida alguma, além
de um compromisso programático que Vossa Excelência vem
rigorosamente cumprindo", afirmou o tucano, que encerrou a carta
com um "fraternalmente amigo".
Numa carta em que aceita a exoneração, Temer disse ser grato
a Imbassahy. "Pelo que fez pelo nosso governo e pelo país. Os
momentos difíceis a que você alude na carta foram enfrentados
todos por mim, mas com seu apoio permanente. A sua ponderação, o
seu equilíbrio e a sua firmeza foram fundamentais para que não
só atravessássemos momentos delicados, mas especialmente porque
o Brasil não parou. Eu, o governo e o país devemos muito a
você", disse.
O presidente destacou ter tido um "duplo" prazer em tê-lo
como "companheiro de jornada". "Primeiro, pelas razões a que já
aludi, mas em segundo lugar, e não menos importante, pela
amizade fraternal que surgiu ao longo desse fértil período de
convivência. Sei que, no Parlamento, continuará a defender os
interesses do Brasil". Ele encerra a correspondência com um
"fraterno abraço".

(Edição de Alexandre Caverni)
(([email protected]; 55-11-56447702; Reuters
Messaging: [email protected]))

MetaTrader 300×250

Assuntos desta notícia