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(Texto reescrito com mais informações e declarações)
BRASÍLIA, 5 Dez (Reuters) – O presidente da Câmara dos
Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reafirmou nesta terça-feira
que só irá pautar a reforma da Previdência se o governo tiver
votos para aprová-la.
Questionado por jornalistas se a votação vai ocorrer na
próxima semana, Maia disse que primeiro é preciso contar os
votos.
"(Vamos) fazer a conta primeiro, para ver se a gente tem
número", disse o presidente. "A gente não vai a voto sem
número."
O deputado acredita que ainda há trabalho pela frente para
convencer parlamentares, mas ponderou que os partidos aliados
estão "engajados" e que a mobilização do governo –incluindo as
campanhas publicitárias– já começam a surtir algum efeito.
"Tenho muita esperança que a gente possa votar neste ano",
disse. "Essa emenda constitucional, bem explicada, eu tenho
certeza que cada dia que passa vão ter mais brasileiros
aprovando."
Sobre a possibilidade de o seu partido fechar questão pela
aprovação da reforma, Maia ponderou que o DEM tem votado
"majoritariamente" de acordo com a orientação do líder da
bancada, Efraim Filho (PB).
"Acho que conversando, acho que o DEM terá um número bem
grande de parlamentares votando a reforma da Previdência."
Já no PMDB, o líder na Câmara, Baleia Rossi (SP), anunciou a
decisão da bancada de fechar questão pela aprovação da reforma.
A posição precisa ser referendada pela Executiva Nacional do
Partido, mas abre espaço para que outros integrantes da base se
posicionem.
"Surgiu essa possibilidade de o PMDB, que é o partido do
presidente (Michel Temer), inaugurar essa decisão de fechamento
de questão", disse Baleia a jornalistas, explicando que a ideia
surgiu no jantar ocorrido no domingo com Temer, Maia e
integrantes da base.
"A sinalização é que outros partidos da base vão fazer o
mesmo, vão propor o fechamento de questão e vão seguir com o
apoio a essa reforma."
O PSDB, outro importante partido na Câmara que deve
desembarcar do governo no próximo fim de semana mas defende a
tese da reforma da Previdência, deve discutir seu posicionamento
na quarta-feira, quando reunirá sua Executiva Nacional com as
bancadas da Câmara e do Senado.
Outro aliado que discute o fechamento de questão é o PP. Em
nota nesta terça-feira, o presidente da sigla, senador Ciro
Nogueira (PI), disse que defenderá o fechamento de questão a
favor da reforma da Previdência assim que a matéria for pautada.
Uma fonte do partido na Câmara avalia, no entanto, que um
fechamento de questão iria contra o posicionamento adotado até
então pelo líder da bancada, Arthur Lira (AL).
A sugestão para que partidos da base fechem questão partiu
do presidente do PTB, Roberto Jefferson, segundo uma fonte. Mas
nota divulgada pelo próprio Jefferson, na segunda-feira, afirma
que a Executiva Nacional do PTB "orienta" os deputados federais
e senadores do partido a votarem pela aprovação da reforma, sem
menção alguma a fechamento de questão.

REFORMA NO SENADO
Maia garantiu ainda ter recebido o compromisso do presidente
do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), de colocar a proposta em
votação em fevereiro, caso a Câmara consiga concluir sua
tramitação em dezembro. Negou, no entanto, que tenha havido
qualquer pedido para que ele pautasse a proposta no Senado ainda
neste ano.
"Esse ano ele não tem condição de votar. O impossível não se
pode exigir dele", disse o presidente da Câmara.

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(Reportagem de Maria Carolina Marcello; Edição de Alexandre
Caverni)
(([email protected]; 55-11-56447702; Reuters
Messaging: [email protected]))


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