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(Texto atualizado com mais declarações e detalhes)
SÃO PAULO, 4 Dez (Reuters) – Sem o apoio do PSDB não há
"nenhuma condição" de se aprovar a reforma da Previdência, disse
nesta segunda-feira o presidente da Câmara dos Deputados,
Rodrigo Maia (DEM-RJ), que afirmou ainda ter mudado sua visão em
relação às chances de aprovar a reforma de pessimista para
realista, após uma reunião na noite de domingo.
"Otimista não dá ainda para ser otimista. No sábado eu
estava pessimista, com a reunião de domingo agora eu estou
realista. Acho que a gente tem um caminho", disse Maia a
jornalistas após evento em São Paulo.
Os comentários de Maia em relação ao PSDB foram feitos em
resposta a uma pergunta sobre a entrevista dada pelo ministro da
Fazenda, Henrique Meirelles, ao jornal Folha de S.Paulo
afirmando que o governo terá um candidato à Presidência no ano
que vem, mas que ele não será o governador de São Paulo, Geraldo
Alckmin (PSDB), favorito para ser o candidato tucano ao
Planalto.
"Com todo respeito ao ministro Henrique Meirelles, eu acho
que esse embate neste momento não colabora, atrapalha. O PSDB é
um partido importante, nos ajuda, votou conosco as reformas mais
importantes que nós votamos desde que eu assumi a presidência da
Câmara", disse Maia.
"Sem o PSDB, nós não temos nenhuma condição de aprovar a
reforma da Previdência. Então se está se trabalhando para
destruir o PSDB, significa estar se trabalhando contra a reforma
da Previdência."
Maia defendeu que aqueles interessados em aprovar as
mudanças previdenciárias se concentrem em garantir que a medida
passe na Câmara e deixe a disputa eleitoral do ano que vem para
depois.
"Vamos deixar a eleição para 2018. Está muito longe a
eleição de 2018. A crise brasileira é muito profunda e qualquer
tentativa de tratar de eleição neste momento, acho que atrapalha
mais do que ajuda", defendeu.
Maia, que na noite da véspera se reuniu com o presidente
Michel Temer, com ministros e com líderes e presidentes de
partidos da base aliada, disse que a ideia é garantir em torno
de 330 votos favoráveis à reforma para então levá-la ao plenário
da Casa.
Para aprovar a medida na Câmara e encaminhá-la ao Senado, é
necessário o apoio de 308 dos 513 deputados em dois turnos de
votações na Casa.
"Não é a última chance (de votar a Previdência). É a última
chance neste ano, votar na próxima semana se a gente conseguir
os números. Mas não é a última tentativa, porque esse tema vai
entrar a qualquer momento", avaliou.
Maia também voltou a afirmar que pretende disputar a
reeleição para deputado federal pelo Rio de Janeiro e afirmou
não ter base eleitoral para tentar a disputa do governo de seu
Estado, nem a Presidência da República.

(Reportagem de Natália Scalzaretto; Texto de Eduardo Simões;
Edição de Alexandre Caverni)
(([email protected]; 55 11 5644 7759; Reuters
Messaging: [email protected]))

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