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(Texto atualizado com declarações e mais informações)
Por Rodrigo Viga Gaier
RIO DE JANEIRO, 14 Nov (Reuters) – O presidente da Câmara
dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta terça-feira
que o presidente Michel Temer acaba se colocando à frente da
democracia representativa com o excesso de medidas provisórias
editadas pelo Executivo.
Maia, que vem criticando repetidamente o que considera ser
um uso exagerado de medidas provisórias, disse que na hora das
decisões difíceis, Temer tem optado pelo caminho mais fácil das
MPs.
"O que fico preocupado é com essa interferência do Executivo
no Legislativo e é muito ruim você ter uma pauta quase toda
monopolizada", disse o deputado no Rio de Janeiro.
"A relação do governo é de muito diálogo, mas na hora da
decisão escolhe MP e não sei por que, mas talvez seja a busca
por um caminho mais fácil", acrescentou.
"Todo mundo fica com o caminho mais fácil… A MP tem efeito
imediato e (isso) não é bom porque a democracia representativa
está na Câmara e quando o governo decide sozinho o presidente se
coloca à frente de toda sociedade brasileira… aliás acho até
que nem deveria existir MP."
No mês passado, Maia disse que iria passar a devolver as
medidas provisórias enviadas pelo governo que não tivessem
caracterizadas sua urgência e relevância, depois de
responsabilizar o governo pela falta de quórum para a votação de
uma MP.

REFORMA MINISTERIAL
Sobre a reforma ministerial, que o governo anunciou na
véspera que será feita e deve ser concluída até meados de
dezembro, Maia disse que é preciso esperar para se avaliar os
efeitos sobre o Congresso.
"Tem que esperar os próximos movimentos do governo e não sei
a sequência que ele vai dar na reforma ministerial para saber"
como fica a base governista, disse o presidente da Câmara.
Na segunda-feira, o ministro das Cidades, Bruno Araújo,
pediu demissão do cargo, precipitando a já esperada reforma
ministerial.
Segundo Maia, seu partido, o DEM, que hoje comando o
Ministério da Educação, "não pediu nenhum cargo na reforma".

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(Texto de Alexandre Caverni; Edição de)
(([email protected]; 55-11-56447702; Reuters
Messaging: [email protected]))


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